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Fenomenologia do mundo da vida da sociedade contemporânea

Processo: 18/24315-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2019 - 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Reinaldo Furlan
Beneficiário:Reinaldo Furlan
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Felipe Ziotti Narita
Assunto(s):Maurice Merleau-Ponty  Fenomenologia 

Resumo

O objetivo dessa pesquisa é estender uma filosofia do corpo e da carne, em Merleau-Ponty, a uma fenomenologia do mundo da vida da sociedade contemporânea. Mais precisamente, reunir, num conceito ampliado de vida, uma perspectiva de antropologia mínima, voltada para uma ontologia, a uma perspectiva sócio-histórica, direcionada para a crítica do mundo da vida na sociedade contemporânea, marcada, em particular, pelas vicissitudes do neocapitalismo e o tipo de subjetividade produzida. Mais que uma síntese entre essas duas perspectivas, para nós o mais importante é a sua não separação, tensão ou instabilidade dialética (Merleau-Ponty). Este projeto é continuidade do auxílio anterior que recebi da Fapesp sob n. 2014/17192-2, que representava a continuidade do meu projeto de pós-doutorado, auxiliado pela Fapesp, sob n. 2012/14330-0. Considerando o caráter exploratório e aberto dessas nossas pesquisas, o que vamos fazer aqui é reintroduzir e atualizar o estado da questão que anima nosso projeto atual. Vamos dividi-la em três itens, que expressam o que talvez possamos chamar de três estados de abandono, isolamento ou, simplesmente, mal-estar contemporâneo: 1) o individualismo, tema com o qual iniciamos nossa pesquisa, conforme relatório final de nosso pós-doc.; 2) a razão instrumental e a tecnociência, frutos da modernidade; 3) a autonomização da economia e suas consequências. Apresentamos um quarto item à parte do projeto, que mostra o avanço de uma nova temática na fase atual de nossa pesquisa, que é a questão do "Comum", que consideramos privilegiada porque reúne, de certa forma, as duas perspectivas que anunciamos como norteadoras de nosso projeto. (AU)