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Avaliação de marcadores biológicos e ambientais no continuum psicótico e em uma amostra de indivíduos em risco alto para psicose

Processo: 18/19823-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2019 - 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Alexandre Andrade Loch
Beneficiário:Alexandre Andrade Loch
Instituição-sede: Instituto de Psiquiatria Doutor Antonio Carlos Pacheco e Silva (IPq). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Leda Leme Talib ; Wagner Farid Gattaz
Assunto(s):Esquizofrenia  Fator neurotrófico derivado do encéfalo  Fatores de crescimento neural 

Resumo

Panorama: A esquizofrenia é um distúrbio que afeta cerca de 1% da população geral. A ciência tem direcionado seus esforços para a pesquisa de estados prodrômicos, denominados de "ultra-high risk", no intento de achar uma maneira de bloquear a conversão para psicose. A nossa hipótese é a de que a interação entre genes de risco e exposição a traumas na infância constituem-se em fatores de risco para o desencadeamento de psicoses. Tais fatores de risco influenciariam o crescimento neuronal e maturação cerebral, via neurotrofinas. Este estado, submetido a um desencadeante (psicológico, ambiental, etc.), produziria o primeiro surto psicótico. Objetivos: 1) aferir os níveis de neurotrofinas em 4 populações: controles saudáveis, indivíduos em risco para psicose, pacientes de primeiro surto psicótico, e indivíduos com esquizofrenia crônica. 2) Avaliar se os níveis de neurotrofinas e pro-neurotrofinas correlacionam-se com estágios da doença. 3) Avaliar se, em estados prodrômicos, pode-se correlacionar níveis de neurotrofinas e pró-neurotrofinas através da avaliação da interação de uma série de genes de risco com o fator ambiental trauma na infância. Métodos: Seleção de amostra representativa da população da cidade de São Paulo, em dois estágios (Aplicação da Prodrommal questionaire (PQ) e para aqueles com score > 18, aplicação da SIPS) oriunda do estudo SSAPP, além de 30 pacientes já com diagnóstico de esquizofrenia e 20 pacientes em primeiro surto oriundos de outros projetos e frequentadores do ambulatório de Psicoses do LIM-27. 2700 indivíduos foram inicialmente selecionados por amostragem populacional, e destes, 236 indivíduos atingiram score >18 na PQ. Destes, 98 foram classificados como UHR, 2 como já tendo um diagnóstico de psicose, e 136 controles. Entre os indivíduos que consentiram participar do estudo analisaremos marcadores sorológicos (genotipagem e neurotrofinas), avaliação cognitiva, antecedentes gestacionais, avaliação de nível de estresse, grau de urbanicidade, nível sócio econômico, religiosidade e antecedentes de trauma na infância de 80 controles, 80 UHR, 20 primeiro surto psicótico não medicados, e 30 indivíduos com esquizofrenia.A amostra será descrita em suas variáveis contínuas e categoriais. Fatores genéticos, neurotróficos, e trauma na infância relacionados ao estado de risco e à esquizofrenia serão analisados por meio de correlações simples (chi-quadrado para variáveis categoriais e correlação de Pearson ou teste T de Student para as contínuas) em comparação com controles. Os fatores que tiverem alguma correlação com o estado de risco, com o diagnóstico, ou possivelmente com a conversão para a psicose poderão entrar em modelos de regressão com outras variáveis. Análise de clusters poderão também ser realizadas para se averiguar se há grupos diferentes de psicoses; ou seja, se há combinações diferentes de fatores genéticos e ambientais que levam ao mesmo caminho, ao desenvolvimento de sintomas psicóticos. Para isso poderão também ser empregadas path analysis. (AU)