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Explicando a filiação partidária em democracias novas e antigas: variáveis institucionais e do lado da demanda

Resumo

Pesquisadores sobre o tema da filiação partidária apontam alterações sócio-comportamentais e variáveis institucionais como principais fatores por trás das variações no número de filiados nos diferentes países. No entanto, tais fatores institucionais nunca foram sistematicamente testados a partir de um banco de dados em grande escala. Ao comparar número de filiados e taxas de filiação (relação filiados/eleitores) na América Latina e Europa, o primeiro objetivo deste projeto é preencher tal lacuna. Além disso, tais perspectivas do tipo 'supply-side' não conseguem explicar porque esse declínio afeta alguns partidos mais que outros. Explicações pelo lado da demanda, assentadas na literatura sobre organizações partidárias, podem trazer insights adicionais. O segundo objetivo é investigar fatores do tipo 'party-level' (demanda) para entender as variações nas taxas de adesão. Assim, o projeto analisa a filiação partidária comparando tanto polities (países e unidades subnacionais) como partidos, com foco em explicações institucionais, partidárias e contextuais. Principais variáveis institucionais: tempo da experiência democrática, tipo de regime, tamanho da polity, e a estrutura do Estado (federal/unitário). Principais variáveis 'party-level': regras de filiação, performance eleitoral, participação no governo e sistema partidário. O projeto amplia a coleta e análise de dados para além das democracias avançadas, ao incluir Brasil, México, Argentina, Uruguai, Chile e Peru como casos na América Latina. Na Europa, será utilizada a base de dados do projeto MAPP, que conta com 31 países. (AU)