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Meio ambiente e neoliberalismo nos EUA: criação e consolidação da Environmental Protection Agency (anos 1970)

Processo: 19/02676-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de abril de 2019 - 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História
Pesquisador responsável:Paulo Henrique Martinez
Beneficiário:Paulo Henrique Martinez
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):História ambiental  História dos Estados Unidos  Políticas públicas  Meio ambiente  Neoliberalismo 

Resumo

Este livro é referente à investigação sobre o processo de criação e consolidação da agência ambiental nos Estados Unidos da América na década de 1970. Investigação realizada no âmbito da História Ambiental, como tema de pós-doutorado com bolsa FAPESP (2014/16242-6) entre os anos de 2015-2017. A constituição da Environmental Protection Agency nos EUA foi um episódio inédito na configuração dos Estados contemporâneos. Esse ineditismo ocorre pelas características da agência, com políticas públicas direcionadas para a intervenção estatal na economia, através da fiscalização e punição dos poluidores ambientais, sejam eles industriais ou os cidadãos. Além disso, a EPA foi responsável pela criação de novas tecnologias que visavam a diminuição de poluentes nas indústrias e nos produtos comercializados. Portanto, a agência lidava com uma esfera de atuação que ultrapassava o papel vigilante do Estado em relação a qualidade ambiental do país. Outro fator de ineditismo vem da conjuntura econômica e política. A guinada conservadora e o início da agenda neoliberal no país, foi concretizada desde Richard Nixon (1969-1974), passando por Gerald Ford (1974-1977) e Jimmy Carter (1977-1981) e consolidada por Ronald Reagan na década de 1980. Essa nova situação que se desenhava colocava a EPA em meio a tensão da desregulação estatal e a necessidade de políticas sociais e ambientais para manter, ao menos, o equilíbrio do sistema capitalista. Essa tensão gerou a flexibilidade das atividades da agência em variadas formas e a levou a ficar sob a égide dos interesses políticos, industriais e sociais, este último representado pelo movimento ambiental. A pesquisa histórica utilizou como fontes, os balanços orçamentários anuais da EPA, os discursos presidenciais sobe meio ambiente, a correspondência interna da Casa Branca, assim como, relatórios políticos e científicos sobre a EPA, material de divulgação da agência, biografia de seus administradores e outros tipos de documentação, obtidas nos arquivos da EPA e nas bibliotecas presidenciais. (AU)