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Estudo dos inibidores de Fosfolipase A2 (PLIs) presentes nos plasmas das serpentes peçonhentas e não-peçonhentas e avaliação da atividade neutralizante destes sobre as atividades da Fosfolipase A2 (PLA2) dos venenos de serpentes

Processo: 18/25786-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2019 - 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:Anita Mitico Tanaka-Azevedo
Beneficiário:Anita Mitico Tanaka-Azevedo
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Alexandre Keiji Tashima ; Aparecida Sadae Tanaka ; Benedito Carlos Prezoto ; Karen de Morais Zani ; Kathleen Fernandes Grego
Assunto(s):Venenos de serpentes  Envenenamento  Fisiologia animal 

Resumo

No Brasil e no mundo há uma grande diversidade de serpentes peçonhentas e não peçonhentas. As diferenças biológicas e de comportamento desses dois grupos vêm sendo cada vez mais estudadas. As serpentes peçonhentas são responsáveis por 5 milhões de acidentes em humanos por ano, fato que estimula o conhecimento sobre todos os aspectos que envolvem o envenenamento. Atualmente, sabe-se que 90% do veneno dessas serpentes é composto por cerca de 15 famílias de proteínas que desencadeiam os efeitos sistêmicos e locais do envenenamento. O uso da soroterapia no tratamento dos danos tem sido eficiente na minimização do quadro sistêmico, porém, o difícil acesso ao soro adequado e a rápida ação de algumas famílias de proteínas (principalmente metaloproteases e fosfolipases A2) faz com que os danos locais não sejam totalmente neutralizados, levando a cerca de 400 mil amputações por ano. Uma das alternativas encontradas para o desenvolvimento de novos fármacos, que auxiliem na neutralização desses efeitos, tem sido o estudo de proteínas presentes no sangue de animais. Os inibidores de fosfolipases A2 (PLI) tem sido um dos maiores alvos desses estudos, pela capacidade de neutralizar inúmeros efeitos de diferentes classes de PLA2, inclusive das humanas. A presença desses PLIs em diferentes animais (serpentes peçonhentas, serpentes não peçonhentas e mamíferos) também tem despertando interesse sobre seu papel biológico, bem como a sua forma de ação.Sendo assim, nos últimos anos, o nosso grupo tem se dedicado a estudar proteínas do veneno e do plasma de serpentes. Recentemente isolamos um PLI do tipo ³ do soro da serpente peçonhenta Bothrops jararaca (B. jararaca) e, a partir disso, também elucidamos algumas características da sua estrutura e ação inibitória da atividade enzimática, edematogênica e mionecrótica da PLA2. Dessa forma, o isolamento de um PLI de Boa constrictor, serpente não peçonhenta, a comparação deste com a PLI do plasma de B. jararaca, bem como a elucidação do mecanismo de ação de ambos os inibidores nos processos do envenenamento e inflamatório auxiliará o desenvolvimento de novas alternativas que complementem o tratamento de acidentados ofídicos, além de contribuir na elucidação do papel fisiológico dessas proteínas nesses animais. (AU)

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