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EMU concedido no processo 2016/02018-2: monitor de COS

Processo: 19/03816-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa Equipamentos Multiusuários
Vigência: 01 de abril de 2019 - 31 de março de 2026
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências
Pesquisador responsável:Luciana Vanni Gatti
Beneficiário:Luciana Vanni Gatti
Instituição-sede: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Brasil). São José dos Campos, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/02018-2 - Variação interanual do balanço de gases de efeito estufa na Bacia Amazônica e seus controles em um mundo sob aquecimento e mudanças climáticas – Carbam: estudo de longo termo do balanço do carbono da Amazônia, AP.PFPMCG.TEM
Assunto(s):Fotossíntese  Respiração  Amazônia 
Página web do EMU: Página do Equipamento Multiusuário não informada
Agendamento de uso: E-mail de agendamento não informado

Resumo

O propósito principal deste projeto é determinar as consequências e efeitos do aumento da temperatura e variação climática no Balanço de GEE da Bacia Amazônica, causando alterações nos processos de absorção de gás carbônico e emissão de metano pela floresta, bem como os efeitos do aumento da pressão humana direta. Isto será realizado principalmente através da medição regular de perfis verticais de concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera sobre a bacia completando uma década de estudo do Balanço de Gases de Efeito Estufa na Bacia Amazônica. Em nosso trabalho, publicado na revista Nature (Gatti et al., 2014), foi demonstrado que o balanço de carbono da Amazônia é sensível a anos secos em comparação a anos úmidos. O período limitado coberto por nossos dados, no entanto, ainda não nos permite dizer qual o balanço de carbono da Bacia Amazônica e como será nas próximas décadas. Nossa estratégia é continuar o método comprovado de medições regulares de perfis verticais de gases de efeito de estufa nos 4 locais de estudo representando toda a bacia, para completar uma década, e adicionar duas ferramentas importantes. Primeiro, vamos adicionar medições de COS (sulfeto de carbonila) e 13CO2, o que permitirá uma melhor compreensão das alterações nas funções da floresta, excepcionalmente sob condições extremas. Medidas de CO2 em conjunto com medidas de COS podem permitir este entendimento. Enquanto o CO2 participa tanto da fotossíntese quanto da respiração, o COS é absorvido durante a fotossíntese, mas não liberado pela respiração das plantas, apesar de pequenas emissões do solo. Além disso, propomos complementar as medidas já relatadas, com medidas de gases de efeito estufa com calibração automática contínuas em três torres (65 e 310 m). A análise dos dados vai contar com dois modelos de alta resolução regionais e dois modelos globais, modelos de vegetação terra de última geração, para simular CO2, COS e 13CO2, e três abordagens de modelagem inversa também de última geração. Juntas, essas múltiplas abordagens nos darão uma avaliação realista das incertezas de nossas estimativas do balanço dos gases de efeito estufa da Bacia Amazônica, bem como as suas tendências e controles em um mundo sob aquecimento e mudanças climáticas.Objetivos:a)Determinar os balanços dos gases de efeito estufa da Bacia Amazônica (CO2, CH4 e N2O) com base em uma década de observações atmosféricas em larga escalab) Entender os controles responsáveis pela variação interanual nos balanços observados de CO2, CH4 e N2O, utilizando dados climáticos, traçadores atmosféricos adicionais (CO, COS e 13CO2), dados de sensoriamento remoto e modelos de vegetação.c) Avaliar os efeitos das mudanças climáticas na floresta Amazônica e seu papel atual e futuro no ciclo global do carbono.Resultados Esperados:Determinação de uma década de balanço dos gases de efeito estufa na Bacia Amazônica, durante um período de aquecimento e mudança climática. Obter uma melhor compreensão tanto da resposta do ecossistema Amazônico, quanto sua resistência às alterações das condições climáticas. Avaliação do papel atual e futuro da Bacia Amazônica para o ciclo global do carbono. Execução de medições de gases de efeito estufa na Amazônia em escala regional (perfis verticais) e local (torres continua), além de medidas na costa brasileira e aplicação de vários modelos matemáticos para auxiliar na interpretação do ecossistema e entendimento de seus balanços e suscetibilidades a mudanças climáticas. Da mesma forma que a absorção do CO2, a difusão do COS da atmosfera para a folha, através dos estômatos e então para o cloroplasto, onde é convertido pela anidrase carbônica, é sensível a variações climáticas através da condutância estomatal, que responde tanto a variações da pressão de vapor na atmosfera quanto aos níveis de umidade disponíveis para as plantas. A co-interpretação das observações de CO2 e COS é um importante avanço proposto neste projeto. (AU)