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Identificação de fatores de predisposição para a fusariose da bananeira e alternativas para seu manejo

Processo: 18/22357-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2019 - 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Miguel Angel Dita Rodríguez
Beneficiário:Miguel Angel Dita Rodríguez
Instituição-sede: Embrapa Meio-Ambiente. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Brasil). Jaguariúna , SP, Brasil
Pesq. associados:Geraldo Stachetti Rodrigues ; Jeanne Scardini Marinho Prado ; Luiz Antonio Junqueira Teixeira ; Poliana Fernanda Giachetto
Assunto(s):Fitopatologia  Bananeira  Fusariose vegetal  Mal-do-Panamá  Microbiota  Nematoides  Manejo do solo 

Resumo

Estima-se que a bananicultura empregue mais de 300.000 trabalhadores de maneira direta ou indireta no estado de São Paulo. Entre os fatores que limitam a cultura no estado está a fusariose da bananeira (FB), também conhecida como mal-do-Panamá. A doença, causada pelo fungo do solo Fusarium oxysporum f. sp. cubense (Foc), é considerada a mais destrutiva desta cultura e causa sérias perdas nas principais regiões produtoras do estado, seja reduzindo produtividade ou inviabilizando terras para o plantio. Em São Paulo, maior produtor brasileiro, a FB continua aumentando com perdas de até 100% no caso da variedade Maçã, altamente suscetível. Muitos produtores substituíram as variedades Prata e Maçã (suscetíveis) por clones resistentes do subgrupo Cavendish (Nanica), porém perdas nestes clones têm ocorrido principalmente nas condições subtropicais no Vale do Ribeira. Adicionalmente, os clones Cavendish são altamente suscetíveis à raça 4 tropical, que embora ainda não presente no Brasil, continua disseminando-se pelo mundo. O manejo da FB é difícil e complexo. Essa complexidade é aumentada pelo cultivo perene da bananeira e o longo período de sobrevivência do Foc no solo. Uma maneira de aumentar o sucesso no manejo da FB é entender o papel de fatores de predisposição e reduzir seu impacto. Vários fatores bióticos (brocas do rizoma, microbioma do solo e da planta, fitonematoides, etc.) e abióticos (acidez do solo, fontes de nitrogênio, disponibilidade de nutrientes, atributos físicos, entre outros) podem estar relacionados com a intensidade da FB. Estratégias de manejo que minimizem os efeitos desses fatores poderiam reduzir as perdas causadas pela FB e aumentar a produtividade da cultura. Neste projeto, a relação de fatores bióticos e abióticos com a intensidade da FB será estudada tanto em condições de campo, como em casa-de-vegetação. Adicionalmente, serão estudadas alternativas de manejo da FB orientadas à saúde da planta via saúde do solo, bem como à redução de fatores de predisposição. Finalmente, será elaborado um sistema multicritério de indicadores para avaliação de impactos e adoção de Boas Práticas de Manejo direcionadas à convivência com a FB. Espera-se que ao final deste projeto possamos contar com informações sólidas que permitam desenhar estratégias de manejo para reduzir as perdas provocadas pela FB e aumentar a produtividade da bananeira. (AU)