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Investigação da ação de extratos fenólicos em doenças inflamatórias intestinais: modelos in vitro de seleção de resíduos promissores

Processo: 18/25107-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2019 - 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Juliana Alves Macedo
Beneficiário:Juliana Alves Macedo
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças inflamatórias intestinais  Substâncias bioativas  Compostos fenólicos  Anti-inflamatórios  Células CACO-2  Flavonoides  Resíduos agroindustriais 

Resumo

A Doença Inflamatória Intestinal (DII) é uma doença que atinge milhões de pessoas no mundo, e, até o momento, sem terapêutica curativa, e sua incidência está em crescimento. A DII engloba duas doenças distintas: a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, ambas caracterizadas por uma inflamação crônica do intestino, cujo tratamento atual é realizado a base de corticosteroides, imunomoduladores ou anti-TNF-±. Tais fármacos disponíveis apresentam sérios efeitos colaterais, portanto, o desenvolvimento de novas estratégias de tratamento é uma importante meta na terapia da DII. Além da severidade das DII por si mesmas, a inflamação intestinal tem sido relacionada com a etiologia de inúmeras desordens metabólicas e doenças crônicas não transmissíveis. O desenvolvimento de um modelo in vitro que mimetize a inflamação intestinal observada em pacientes portadores de DII viabilizaria o estudo da ação terapêutica potencial de grande número de amostras provenientes de plantas. Inúmeros estudos têm demonstrado o potencial anti-inflamatório de compostos fenólicos, especialmente flavonoides. Diante do grande potencial terapêutico que pode estar sendo descartado nos resíduos agroindustriais ricos em compostos bioativos, os objetivos desse projeto são principalmente: o aprimoramento de modelos in vitro para estudo de doenças inflamatórias intestinais, a fim de viabilizar o "screening" ou busca por novas moléculas ou extratos naturais, sem o uso de animais, e com alta correlação com as respostas clínicas; e a avaliação do potencial anti-inflamatório de alguns resíduos agroindustriais ricos em flavonoides com algum indício de potencial ação na modulação de DII. (AU)