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Mediadores envolvidos na recuperação muscular após exercícios de longa-distância: papel do polimorfismo BDKB2R +9-9 e ACE I/D

Processo: 18/26269-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2019 - 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia do Esforço
Pesquisador responsável:Maria Fernanda Cury Boaventura
Beneficiário:Maria Fernanda Cury Boaventura
Instituição-sede: Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Medicina esportiva  Lesão muscular  Bradicinina  Fadiga muscular  Inflamação  Polimorfismo genético  Sistema renina-angiotensina 

Resumo

O dano muscular e a inflamação são as principais causas da fadiga muscular, particularmente em corridas de longa-distância. O processo inflamatório e o remodelamento muscular são cruciais para a recuperação da saúde e desempenho esportivo do atleta e dependem de fatores externos como alimentação, treino, sono, assim como da hereditariedade. Os sistemas renina-angiotensina e calicreína-cinina são responsáveis por modular a resposta vascular e inflamatória, assim, as variações genéticas nestes sistemas poderiam influenciar na recuperação muscular após o exercício. Estudo piloto em 81 maratonistas realizados pelo grupo demonstrou uma maior porcentagem de corredores com altos níveis de CK (>500 U/I) no genótipo II (69%) comparado ao DD e ID (40%, aproximadamente) e nos genótipos -9-9 and -9+9 (46 and 48%) comparado ao genótipo +9+9 (31%) após a maratona (processo FAPESP 2014/21501-1, artigo submetido Frontiers in Genetics). O objetivo do estudo será avaliar o papel de diferentes genótipos do gene da enzima conversora de angiotensina (DD, ID, II) e do receptor de bradicinina B2 (+9+9, +9-9, -9-9) na recuperação muscular após exercícios de longa distância e determinar os principais mediadores responsáveis pela recuperação muscular após exercício de longa distância. Participarão do estudo 320 maratonistas do sexo masculino com idade entre 25 e 50 anos que finalizarem a Maratona de São Paulo. Realizaremos a anamnese clínica e de treino, avaliações físicas, eletrocardiograma e ergoespirometria antes da maratona para caraterização da amostra. Serão realizadas coletas de sangue/mucosa bucal 1 dia antes da maratona, imediatamente após, 1 e 3 dias após a maratona para mensuração dos marcadores de inflamação, injúria muscular, miocárdica e fatores de crescimento e genotipagem dos atletas. A hipótese do estudo é que os indivíduos -9-9 + II tenham uma resposta inflamatória exacerbada seguida de maior dano muscular. Será de suma importância elucidar as moléculas envolvidas neste processo de dano e regeneração muscular após exercício afim de se criar estratégias em moléculas alvo para a prevenção e recuperação do atleta. (AU)