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Aclimatação de Humulus lupulus no Brasil: desenvolvimento, fisiologia e metabolômica

Processo: 19/01486-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2019 - 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Pesquisador responsável:Fernando Batista da Costa
Beneficiário:Fernando Batista da Costa
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Daniele Ribeiro Contin ; Ebenézer de Oliveira Silva ; Paulo Cézar Vieira
Bolsa(s) vinculada(s):19/11175-2 - Aclimatação de Humulus lupulus no Brasil: desenvolvimento, fisiologia e metabolômica, BP.TT
Assunto(s):Química de produtos naturais  Aclimatação  Humulus lupulus  Lúpulo  Fisiologia vegetal  Metabolismo secundário  Metabolômica  Cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas 

Resumo

As inflorescências femininas do lúpulo (Humulus lupulus L.) possuem tricomas glandulares que secretam uma variedade de metabólitos secundários que vem sendo utilizados em produtos sedativos, cosméticos, como fitoestrógeno e suplemento alimentar. Porém, a maior parte da comercialização do lúpulo é utilizada na indústria cervejeira para aromatizar e produzir amargor na cerveja devido à presença de ácidos amargos e óleos voláteis. Embora o setor cervejeiro tenha um papel importante na economia do país, sendo o Brasil o terceiro maior produtor de cerveja e o setor, responsável por 1,6% do PIB, parte da matéria prima para a produção de cerveja é importada. O lúpulo é totalmente importado, principalmente da Alemanha e dos Estados Unidos. Embora alguns produtores já tenham tido sucesso na produção de lúpulo no Brasil, pouco se sabe sobre a aclimatação dessa planta, nativa de clima temperado, em nosso clima tropical. Portanto, o objetivo dessa proposta, além de avaliar o desenvolvimento e produção de inflorescências de interesse para a indústria farmacêutica e fabricantes de cerveja, é também estudar o desempenho fisiológico (avaliação de trocas gasosas, fluorescência da clorofila a, antioxidantes enzimáticos e não enzimáticos) e a metabolômica (utilizando LC-MS) de quatro cultivares de lúpulo cultivados sob clima tropical, em Ribeirão Preto, SP. As informações geradas por este estudo interdisciplinar inédito permitirá aprofundar os conhecimentos sobre o cultivo e a qualidade do lúpulo produzido no país, acrescentando informações valiosas para futuros produtores. As hipóteses são que a temperatura elevada, característica do clima tropical, aumenta o estresse oxidativo, consequentemente a atividade enzimática e antioxidantes não enzimáticos; e que as condições climáticas tropicais propiciam um aumento dos ácidos amargos e óleos voláteis. Além da produção científica, espera-se que esse projeto gere conhecimento que possa ser utilizado na produção de lúpulo no Brasil, tendo sua devida divulgação para as partes interessadas, como produtores, empresas cervejeiras e farmacêuticas. (AU)

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