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Fatores preditores de fraqueza muscular inspiratória em pacientes com insuficiência cardíaca: parâmetros clínicos, funcionais e biomarcadores inflamatórios e de doenças cardiovasculares

Processo: 17/21264-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2019 - 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Naomi Kondo Nakagawa
Beneficiário:Naomi Kondo Nakagawa
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Edimar Alcides Bocchi ; José Eduardo Pompeu ; Wilson Jacob Filho
Assunto(s):Inflamação  Fisioterapia  Insuficiência cardíaca  Debilidade muscular  Biomarcadores  Marcadores inflamatórios 

Resumo

A insuficiência cardíaca crônica (IC) é comumente associada à fraqueza muscular inspiratória (IMW). No entanto, poucos estudos investigaram os fatores de risco para IMW em pacientes com IC e disfunção sistólica (fração de ejeção de ventrículo esquerdo d 40%). O presente estudo longitudinal pretende: (1) analisar se há preditores clínicos, funcionais e biomarcadores inflamatórios e de doenças cardiovasculares associados à IMW em pacientes com IC; (2) validar os preditores de IMW em pacientes com IC considerando etiologias isquêmica e não isquêmica; e (3) analisar associações entre IMW e desfechos clínicos como infecções, internações, cirurgias e mortalidade em 12 meses. Métodos: Serão avaliados 600 pacientes, NYHA II-III, FEVE d 45% recrutados consecutivamente em um centro terciário cardíaco de referência. Avaliaremos os pacientes no basal e após 12 meses: os parâmetros clínicos, tabagismo, força muscular periférica via dinamômetro e teste de uma resistência máxima, função pulmonar usando espirometria, capacidade funcional usando o teste de caminhada de seis minutos e qualidade de vida por meio de questionário Minnesota Living with Heart Failure , qualidade do sono usando questionário de Pittsburg , sonolência excessiva diurna usando a Escala de Epworth e o questionário de Berlin para identificar pacientes de risco para apneia obstrutiva do sono. Em um subgrupo de 210 pacientes avaliaremos, no tempo basal, a capacidade funcional máxima por meio do teste cardiopulmonar e análise de marcadores inflamatórios e de doenças cardiovasculares em sangue periférico. Os pacientes serão classificados com IMW quando a pressão inspiratória máxima for <70% dos valores previstos e serão acompanhados ao longo de 12 meses para registro de infecções, internações, cirurgias e óbito. Para analisar a associação entre força muscular respiratória e variáveis demográficas, clínicas, funcionais, biomarcadores inflamatórios e de doenças cardiovasculares e de qualidade de vida e de sono usaremos o Coeficiente de Correlação de Pearson ou Spearman, Teste T ou Man-Whitney e Regressão Logística Multivariada. Os resultados desse estudo poderão corroborar no entendimento de fatores preditores de IMW entre variáveis demográficas, clínicas e biomoleculares. (AU)