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Pesquisa e desenvolvimento de vacina para administração oral via ração para controle de estreptococose em tilápias

Processo: 18/08591-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de julho de 2019 - 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Pesquisador responsável:Matheus Martinez Faccioli
Beneficiário:Matheus Martinez Faccioli
Empresa:Farmacore Biotecnologia Ltda (FARMACORE)
CNAE: Fabricação de medicamentos para uso veterinário
Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais
Município: São Paulo
Pesquisadores principais:Celio Lopes Silva ; Matheus Martinez Faccioli
Pesq. associados:Giovani Sampaio Gonçalves ; Isabela Maria de Mello
Bolsa(s) vinculada(s):19/21404-9 - Pesquisa e desenvolvimento de vacina para administração oral via ração para controle de estreptococose em tilápias, BP.TT
Assunto(s):Vacinas  Streptococcus agalactiae  Biotecnologia 

Resumo

A piscicultura é apontada como o segmento responsável pelo aumento significativo da oferta mundial de proteínas de origem animal. Pelo seu potencial hídrico, o Brasil apresenta grande capacidade, não só para produção, como de consumo interno e exportação de peixes. O crescimento da produção brasileira de tilápias é bastante significativo, passando de 273.268 toneladas em 2005 para 640,5 mil em 2016. No entanto, deficiências no manejo da água e dos peixes e a frequente contaminação das águas comprometem a imunidade e a sanidade dos peixes. O controle dos surtos de infecções, principalmente aquelas causadas pela bactéria Streptococcus agalactiae, é trabalhoso, difícil e caro. Esse patógeno, principalmente o do sorotipo Ib, é responsável por grande mortalidade dos peixes e por mais de 30% das perdas econômicas do setor. O uso de antimicrobianos na água, embora eficaz, onera a produção e apresenta desvantagens como a contaminação das águas, o surgimento de cepas bacterianas com resistência aos antibióticos, além de sérios riscos ao consumidor e sérios impedimentos regulatórios para exportação. Alguns tipos de vacinas já são comercializadas. Essas vacinas são administradas por via injetável ou por banhos de imersão. Apesar de apresentarem boa imunogenicidade, em ambos os casos, existem sérias desvantagens de utilização, principalmente relacionadas ao custo, quantidade usada para imunização, e a praticidade no manejo dos animais. Uma boa alternativa é o desenvolvimento de uma vacina bacteriana inativada e microencapsulada contendo um potente adjuvante que possa ser administrada por via oral junto com ração. O objetivo principal desse projeto é o desenvolvimento de uma vacina bacteriana inativada e microencapsulada juntamente com os adjuvantes beta glucana e óleo mineral, que possa ser usada no recobrimento de ração, ser administrada por via oral, não exija manipulação dos peixes, seja de fácil administração e controle, seja apropriada para imunizar grandes quantidades de animais ao mesmo tempo, sem estresse e a baixo custo, ativa imunidade de mucosa inata e adquirida (humoral e celular), e proteja as tilápias contra infecções causadas por S. Agalactiae. O projeto contempla: obtenção e caracterização da cepa bacteriana S. Agalactiae do sorotipo Ib isolada de peixes com estreptococose; definição das condições de cultura e crescimento da bactéria; produção das bactérias em escala em biorreator de 20L e estabelecimento de condições de inativação e concentração; estabelecimento das condições para formulação vacinal microencapsulada e recobrimento da ração; definição dos grupos experimentais e execução do protocolo experimental de vacinação; estabelecer as condições e esquemas de imunização adequadas para estimular o sistema imune inato e adaptativo (imunidade humoral e celular); e avaliação de imunogenicidade e segurança nos animais alvo. O desenvolvimento dessa vacina impactará positivamente no cenário da ciência e tecnologia nacional. Entre os principais impactos pode-se destacar: introdução de um produto vacinal inovador no mercado veterinário para imunização e efetivo controle de doenças bacterianas em peixes que causam perdas econômicas significativas para o Brasil; diminuir a mortalidade de peixes nos tanques de criação e aumentar a produtividade; eliminar o uso de antibióticos e diminuir resistência bacteriana; diminuir os altos custos atuais nos tratamentos com antimicrobianos; melhorar a qualidade dos produtos para consumo interno e exportação; melhorar a qualidade e o consumo de peixes pela população brasileira; criar nova oportunidade comercial gerada pela falta de um produto similar no mercado; chegar ao mercado com um produto imunobiológico desenvolvido 100% por uma empresa de biotecnologia nacional; estabelecer na Farmacore uma plataforma tecnológica para P&D&I de vacinas de aplicação oral para o setor veterinário; e maior preservação do meio ambiente. (AU)