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Desenvolvimento de compostos argilas brasileiras/isoniazida para uso na liberação controlada de isoniazida

Resumo

O uso de argilas como sistemas de liberação controlada de fármacos constitui uma estratégia importante para melhorar a terapia de várias doenças. A isoniazida (INH) é o fármaco mais utilizado no tratamento da tuberculose, doença que persiste nas sociedades atuais, e cujo tratamento é tóxico e agressivo. A intercalação de isoniazida à argila leva à formação do composto argila/INH, constituindo um sistema de liberação controlada que pode ser utilizado com maior eficiência que o atual modelo de tratamento. O objetivo deste projeto é estudar argilas brasileiras como sistemas de liberação controlada para INH. A partir de 11 amostras nacionais de bentonitas (constituídas basicamente por argilas esmectíticas) (MMT), um caulim (K), uma argila sintética (EST) e mais 03 argilas sódicas (Na+MMT) importadas, compostos argila/INH serão obtidos, caracterizados e analisados quanto aos seus perfis de liberação controlada. As argilas brasileiras serão avaliadas na forma natural, purificada e sodificada. A purificação é necessária para alcançar propriedades farmacêuticas. O processo de obtenção dos compostos argila/INH será desenvolvido com auxílio de isotermas de adsorção. Os perfis de liberação controlada dos compostos serão estudados com auxílio da espectrofotometria na região do UV-visível. Os resultados serão avaliados considerando a estrutura das argilas naturais, purificadas e sodificadas, e como a INH se intercala a essas estruturas. Caracterizações das argilas e de seus compostos usando difratometria de raios X (DRX) mais a técnica Rietveld e espectrofotometria na região do infravermelho (IV) com quantificação serão amplamente utilizadas para auxiliar na compreensão das propriedades de argilas e de suas respectivas influências no processo de obtenção dos compostos e na liberação de INH a partir dos compostos argila/INH. Propriedades físicas e químicas serão avaliadas por capacidade de inchamento, capacidade de troca catiônica (CTC), viscosidades plástica (VP) e aparente (VA), área superficial específica, composição química via fluorescência de raios X (FRX) e outras. Atividades antimicrobianas dos compostos argila/INH serão avaliadas utilizando o método da Concentração Mínima Inibitória (CMI). Os resultados descreverão a performance das argilas brasileiras em compostos que poderão ser utilizados como sistemas de liberação controlada de isoniazida para o tratamento da tuberculose. (AU)