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Análise funcional de expressão de MUTYH em contextos monoalélicos e bialélicos e sua implicação em risco de desenvolvimento de câncer

Processo: 19/00129-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2019 - 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Carolina Maria Berra
Beneficiário:Carolina Maria Berra
Instituição-sede: A C Camargo Cancer Center. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Dirce Maria Carraro
Assunto(s):Neoplasias colorretais hereditárias sem polipose  Predisposição genética para doença  Síndromes neoplásicas hereditárias  Mutação bialélica  Gene MUTYH  Reparo do DNA 

Resumo

Os mecanismos de reparo de DNA são essenciais para proteger e preservar a integridade dos genomas dos organismos vivos. Em humanos, alterações germinativas nos genes de reparo de DNA estão implicadas na predisposição ao câncer. Sabe-se que mutações bialélicas no gene MUTYH estão associadas a um risco aumentado de desenvolver adenomas e câncer colorretal (CRC) em comparação com a população geral, levando ao desenvolvimento da síndrome Polipose Associada à MUTYH (MAP). Além disso, portadores de mutação bialélica em MUTYH também têm risco aumentado de desenvolver câncer de bexiga e de ovário. No entanto, mutações monoalélicas em MUTYH aumentam em mais de nove vezes o risco de desenvolver tumor gástrico e, em menor intensidade, o risco de câncer colorretal e de mama. MUTYH é uma glicosilase envolvida no mecanismo de reparo de excisão de bases (BER) e é responsável pelo reconhecimento e excisão de uma adenina pareada erroneamente frente a uma guanina oxidada (8-oxoG) que não foi reparada corretamente pela OGG1, outra glicosilase envolvida no reparo deste tipo de base modificada. A presença da base modificada 8-oxoG no DNA causa a transversão GC:TA após eventos replicativos do DNA e a ação de MUTYH é fundamental para corrigir esse pareamento incorreto e dar tempo à OGG1 reparar lesões 8-oxoG não corrigidas previamente. Mutações bialélicas no gene MUTYH podem levar a uma assinatura mutacional específica associada à lesão 8-oxoG encontrada principalmente nos genes APC, KRAS, PIK3CA, FAT4, TP53, FAT1, AMER1, KDM6A, SMAD4 e SMAD2, frequentemente associados ao desenvolvimento de CRC. No entanto, essa assinatura ainda não foi descrita em tumores de portadores de mutações monolélicas em MUTYH, e os mecanismos envolvidos no risco aumentado de alguns tumores nestes pacientes ainda são desconhecidos. Pretendemos com este projeto desenvolver ensaios funcionais em três diferentes linhagens de células tumorais (colorretal, gástrica e mama) para avaliar a existência de assinatura mutacional característica associada à mutações mono ou bialélicas em MUTYH nesses diferentes tipos celulares e verificar se há diferenças de mecanismos biológicos atuando em diferentes tecidos. (AU)

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