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Triagem fenotípica de anti-inflamatórios não esteroides identifica ácido mefenâmico como um fármaco para tratamento da esquistossomose.

Resumo

Introdução: O tratamento da esquistossomose, doença parasitária que afeta mais de 200 milhões de pessoas, depende de um único medicamento, o praziquantel. Considerando os óbices para o desenvolvimento de um novo fármaco, sobretudo no tocante às "doenças da pobreza", o reposicionamento de fármacos é uma estratégia promissora. Estudos prévios do nosso grupo mostraram que o diclofenaco de sódio, um anti-inflamatório não esteroide, possui propriedade anti-helmíntica contra Schistosoma mansoni.Objetivo:Avaliar a atividade antiparasitária de diferentes anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) em S. mansoni. Método: Inicialmente, 73 AINEs foram triados utilizando a estratégia de rastreio fenotípico contra vermes adultos ex vivo. Subsequentemente, os compostos ativos (< 50 µM) foram testados in vivo em camundongos infectados com S. mansoni nos estágios juvenil e adulto. Resultados: Cinco AINEs (ácido mefenâmico, ácido tolfenâmico, ácido meclofenâmico, celecoxib e diclofenado) afetaram a viabilidade e causaram alterações morfológicas no tegumento dos helmintos. Em conjunto, ácido mefenâmico foi o AINE mais ativo, com LC50 ~10 µM. Em camundongos, ácido mefenâmico (5 x 100 mg/kg) reduziu a carga parasitária (83,9%), o número de ovos (93,6%), assim como a hepatoesplenomegalia. Conclusões: A posologia usada neste estudo para o ácido mefenâmico está em acordo com a posologia comumente utilizada na prática clínica, o que demonstra o potencial de reaproveitamento clínico como um agente antiparasitário na terapia da esquistossomose. (AU)

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