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O impacto de mutações genéticas e estado nutricional na sobrevida de pacientes com câncer colorretal

Processo: 19/13211-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de julho de 2019 - 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Nora Manoukian Forones
Beneficiário:Nora Manoukian Forones
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Oncologia  Sarcopenia 

Resumo

Intordução O prognóstico do paciente com câncer colorretal (CCR) pode ser influenciado por mutações genéticas e estado nutricional, entretanto a relação entre essas variáveis não é bem conhecida. O objetivo foi verificar as variáveis envolvidas no estado nutricional e as mutações genéticas, que se correlacionam com a sobrevida de pacientes com CCR. Métodos: Pacientes submetidos a ressecção cirúrgica do tumor foram avaliados pelo Índice de Massa Corporal (IMC), triagem nutricional, avaliação subjetiva global feito pelo próprio paciente, ângulo de fase e tomografia computadorizada para cálculo das áreas do tecido adiposo visceral (TAV), tecido adiposo subcutâneo (TAS) e massa muscular para a determinação da sarcopenia. Para o estudo das 10 mutações genéticas envolvidas na carcinogênese do CCR, (PIK3CA, KRAS, BRAF, EGFR, NRAS, TP53, APC, PTEN, SMAD4 e FBXW7), o DNA foi extraído de tecidos frescos de tumor ou parafina. Resultados: Entre os 46 pacientes incluídos, 29 (64,4%) estavam em risco nutricional e 21 (45,7%) moderadamente desnutridos. No entanto, houve um alto percentual de TVA em 24 (61,5%) e sarcopenia em 19 (48,7%) pacientes. Essas variáveis foram associadas a um maior risco de mortalidade. Risco nutricional, desnutrição moderada ou severa, ângulo de fase <5 °, TVA <163,8 cm2 em homens e <80,1 cm2 em mulheres e sarcopenia foi associado com o risco relativo de morte, respectivamente: 8,77 (1,14-67,1); 3,95 (1,11-14,0); 3,79 (1,10 - 13,1); 3,43 (1,03 - 11,4) e 3,95 (1,06 - 14,6). O aumento do TAV mostrou um menor risco de morte, mesmo em pacientes com faixa etária acima de 60 anos ou KRAS mutado. Conclusões: Pacientes com indicadores positivos para desnutrição ou risco de desnutrição apresentaram risco aumentado de morte. Nenhuma relação foi identificada entre a presença de mutações e sobrevida. (AU)