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Pesquisa em epigenética do Schistosoma mansoni e na relação parasita-hospedeiro

Resumo

A esquistossomose é uma doença endêmica nas regiões tropicais e subtropicais do planeta. Estima-se hoje que aproximadamente 200 milhões de pessoas estejam infectadas, e mais de um milhão e meio estejam incapacitadas pela doença. O Schistosoma mansoni, parasita causador da esquistossomose, apresenta um programa de desenvolvimento intrigante e apesar de vários esforços para caracterizar os genes, transcritos e o epigenoma do parasita ainda pouco se sabe como a expressão gênica é regulada no ciclo. Este projeto tem como objetivo investigar as principais modificações pós-traducionais de histonas e se essas marcas são dinamicamente adquiridas e perdidas entre os estágios, bem como os prováveis co-reguladores transcricionais que participam da regulação da expressão gênica nos estágios do parasita. Mais especificamente, serão investigados: 1) a dinâmica de aquisição e perda das modificações pós-traducionais de histonas em cercarias/esquistossômulos e vermes adultos por espectrometria de massas; 2) elaboração de um mapa comparativo entre as modificações pós-traducionais de histonas e a expressão das enzimas que catalisam a modificação pós-traducional das histonas nos estágios; e 3) determinação do papel dos prováveis co-reguladores transcricionais, como a proteína HP1, que provavelmente atua no silenciamento da expressão gênica em cercarias. Portanto, com este projeto espera-se avançar no conhecimento dos mecanismos que regulam a expressão gênica no estágios, e no futuro propor novas estratégias de tratamento dessa parasitose. (AU)

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