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Impacto da hiperglicemia e nutrição inadequada materna no controle da ingestão alimentar dos descendentes

Processo: 19/01306-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2019 - 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Pesquisador responsável:Ana Carolina Inhasz Kiss
Beneficiário:Ana Carolina Inhasz Kiss
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Ingestão de alimentos  Ratos  Prenhez  Hiperglicemia  Descendente 

Resumo

Mudanças na nutrição e metabolismo maternos durante a gestação e lactação podem influenciar o desenvolvimento cerebral das vias que regulam a ingestão alimentar do descendente na vida pós-natal. Estudos mostram os efeitos da presença do diabete materno ou do consumo de dietas hiperlipídica/hipercalórica no controle da ingestão alimentar dos descendentes. No entanto, os efeitos da combinação de ambos ainda não foram explorados. Além disso, a maioria dos estudos exploram somente os efeitos nos descendentes machos, enquanto as fêmeas são frequentemente ignoradas, apesar de existirem diferenças relacionadas ao sexo no controle da ingestão alimentar. Sendo assim, o objetivo do presente estudo é avaliar o impacto da hiperglicemia e nutrição inadequada durante a prenhez e lactação no controle da ingestão alimentar dos descendentes machos e fêmeas de ratas. Nossa hipótese é que o consumo de petiscos irá agravar a intolerância a glicose de ratas com diabete moderado e que essa alteração materna irá modificar o controle da ingestão alimentar dos descendentes de maneira mais pronunciada do que as já vistas para modelos experimentais de diabete materno ou dieta hipercalórica isolados. Além disso, esperamos que essas diferenças sejam acompanhadas por mudanças em neuropeptídios relacionados ao controle da ingestão alimentar e que machos e fêmeas respondam de maneira diferente. Dados preliminares mostraram que o modelo experimental de administração neonatal de STZ foi eficaz para induzir intolerância à glicose, e que o consumo de petiscos exacerbou esse efeito. Estudos prévios mostram que cada sexo responde de forma diferente ao mesmo tratamento e que o efeito anorético da infusão central de insulina é mais acentuado nos filhos de mães hiperglicêmicas, indicando que a hiperglicemia materna altera o desenvolvimento de circuitos cerebrais responsáveis pela ingestão alimentar dos descendentes, reforçando nossa hipótese. (AU)