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Efeito do treinamento intervalado sobre os níveis séricos de adipocinas em Pacientes com Lupus eritematoso sistêmico

Processo: 18/14330-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2019 - 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Edgard Torres dos Reis Neto
Beneficiário:Edgard Torres dos Reis Neto
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Emilia Inoue Sato ; Washington dos Santos Oliveira
Assunto(s):Lúpus eritematoso sistêmico  Adipocinas  Exercício físico  Reumatologia 

Resumo

Introdução: com a melhora do tratamento e diminuição da mortalidade nas últimas décadas, a doença vascular aterosclerótica e suas complicações tem sido apontado como importante causa de morbimortalidade nos pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES). Estudos mostraram correlação entre níveis de adipocinas e fatores de risco cardiovasculares, com possível papel imunomodulador destas citocinas intermediando a ligação do sistema imune, metabolismo lipídico e aterosclerose. Apesar de estar estabelecido na literatura que pacientes com LES podem se beneficiar da prática de exercício físico regular e, embora tenha sido demonstrado mudança no perfil de algumas adipocinas após a prática crônica de exercícios físicos em algumas doenças como síndrome metabólica, diabetes e hipertensão, até o momento não há estudos que tenham avaliado o efeito do exercício físico nos níveis séricos das adipocinas nos pacientes com LES. Objetivos: avaliar o efeito do treinamento aeróbio intervalado de alta intensidade sobre os níveis séricos de leptina, adiponectina, visfatina, resistina e quemerina em pacientes com LES. Objetivos secundários: avaliar o efeito do treinamento aeróbio intervalado de alta intensidade sobre a composição corporal e correlacionar os níveis das adipocinas estudadas com os parâmetros de composição corporal antes e após o exercício físico. Pacientes e métodos: estudo prospectivo, randomizado, em que 72 pacientes com LES (critérios SLICC, 2012) serão alocadas em grupo exercício (GE) e grupo controle (GC) de acordo com tábua de randomização. Todas as avaliações serão realizadas no início (T0) e ao final das 12 semanas (T12) nos dois grupos por avaliadores cegos. Intervenção: GE realizará programa de exercício por 12 semanas, 3 x semana, por 60 minutos, (10 de aquecimento, 40 de treinamento aeróbio intervalado de alta intensidade e 10 de desaquecimento), na academia da Medicina Esportiva da Unifesp, supervisionado por profissional de educação física ou médico. O treinamento será prescrito pela frequência cardíaca máxima obtida previamente em teste ergoespirométrico e os participantes serão acompanhados por monitor de frequência cardíaca durante toda a sessão. O GC receberá orientação para não iniciar exercício físico por 12 semanas, sendo convidado a realizar o programa de exercício após este período. Serão analisados no T0 e T12 os níveis séricos de leptina, visfatina, resistina, quemerina e adiponectina por Multiplex Luminex (R&D Systems, Minneapolis, MN, USA) e a composição corporal será avaliada utilizando-se o densitômetro de dupla emissão com fonte de raios X (Lunar Radiation Corporation, modelo DPX, Madison, WI, USA). Atividade do LES será avaliada pelo Systemic Lupus Erythematosus Disease Activity Index (SLEDAI)-ACR. Dano será mensurado no T0 pelo The Systemic Lupus International Collaborating Clinics/American College of Rheumatology Damage Index for Systemic Lupus Erythematosus (SLICC/ACR-DI). Nível de atividade física nos GE e GC será avaliado pelo International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). As pacientes irão preencher um diário alimentar de três dias no T0 e T12. Análise estatística: teste de normalidade, teste t de Student; testes não paramétricos para dados com distribuição não normal. Correlação de Pearson ou Spearman. Valores de p<0,05 serão considerados significantes. (AU)