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Povos indígenas e o meio ambiente na Amazônia antiga

Processo: 19/07794-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de junho de 2019 - 30 de novembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Pré-histórica
Convênio/Acordo: AHRC,UKRI
Pesquisador responsável:Eduardo Góes Neves
Beneficiário:Eduardo Góes Neves
Pesq. responsável no exterior: Francis Edward Mayle
Instituição no exterior: University of Reading, Inglaterra
Instituição-sede: Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesquisadores principais:Paulo Eduardo de Oliveira
Assunto(s):Paleoecologia  Povos indígenas  Meio ambiente  Amazônia  Rio Madeira 

Resumo

Um dos principais problemas de pesquisa da Arqueologia Sul Americana é explicar o processo desigual de emergência de hierarquias sociais, da centralização política e do estado ao longo do continente. Ao longo do século XX arqueólogos propuseram que os Andres centrais teriam sido uma espécie de área nuclear onde elementos tais como o urbanismo, a vida sedentária e a Agricultura teriam se desenvolvido antes de outras partes, incluindo as terras baixas tropicais. Tais ideias, no entanto, vêm sendo revistas à luz de pesquisas realizadas na Bacia Amazônica que vêm mostrando, por exemplo, que essa região foi um importante centro antigo e independente de domesticação de plantas e produção cerâmica. Nos últimos anos, pesquisas realizadas em diferentes partes da Amazônia têm também revelado a presença de grandes estruturas artificiais de terra que incluem montículos residenciais de tamanho monumental, canais de irrigação e drenagem, aterros, valas, estradas etc. Nesse contexto, uma região particularmente interessante é a dos formadores do alto Rio Madeira (Rios Guaporé, Mamoré, Beni e Madre de Dios), que inclui partes do Peru, Bolívia e Brasil, pois é ali que se encontram algumas das evidências antigas de domesticação de plantas e produção cerâmica no continente, bem como os melhores exemplos de construção de aterros nas terras baixas. Um exame mais detalhado da Arqueologia dos formadores do Rio Madeira mostra um quadro interessante: enquanto as evidências de ocupações antigas e domesticação independente de plantas vêm de partes da bacia que eram até recentemente cobertas por florestas, as evidências de estruturas monumentais vêm da parte caracterizada pela presença de savanas periodicamente alagadas. Este projeto pretende compreender a correlação entre fatores ambientais e dinâmicas políticas na história de formação e transformação de sociedades hierarquizadas na bacia dos formadores do Rio Madeira. O foco particular será no entendimento da correlação entre a abundância e concentração de recursos e a emergência da centralização política através da realização de pesquisas arqueológicas e paleoecológicas em três áreas de pesquisa. Nossa hipótese, de maneira resumida, é que contextos com recursos abundantes e dispersos são propícios a formas de ocupação humana que são incompatíveis com a emergência da centralização política no longo prazo. As pesquisas terão caráter transdisciplinar e serão conduzidas por uma equipe com profissionais com diferentes formações das seguintes instituições: Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, Instituto de Geociências da USP, Departamento de Geografia e Ciências Ambientais da Universidade de Reading, Instituto de Arqueologia da Universidade de Reading, Escola de Arqueologia da Universidade de Oxford, Instituto de Arqueologia da Universidade de Bonn e Instituto de Geografia da Universidade de Berna. (AU)

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