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Estudo prospectivo, randomizado, controlado por placebo sobre os efeitos hemodinâmicos e metabólicos do azul de metileno no choque séptico

Resumo

O choque séptico é a causa mais comum de óbito em unidade de terapia intensiva de todo o mundo e a terapêutica precoce comprovadamente reduz a mortalidade. Apesar de alguns avanços recentes no diagnóstico, monitoramento e terapêutica, a taxa de mortalidade permanece elevada. É uma disfunção orgânica com risco de vida devido a uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção. Caracteriza-se por vasodilatação arterial, aumento de permeabilidade capilar e hipoperfusão tecidual sistêmica, que se não tratadas rapidamente pode evoluir para falência de múltiplos órgãos e morte. Alguns estudos de revisão, estudo piloto e relatos de caso já demonstraram benefício da associação do uso do azul de metileno como agente coadjuvante para o tratamento da vasodilatação resultante do choque séptico. Porém, a maioria destes estudos não foram realizados nas primeiras horas da instalação do choque séptico. O objetivo deste trabalho é determinar se a administração de azul de metileno em pacientes na fase precoce do choque séptico leva a uma resolução do choque em comparação com o tratamento convencional. Trata-se de um ensaio clínico randomizado controlado com placebo com um cálculo amostral que permitirá evidenciar diferenças na resolução do choque séptico entre os grupos de 30%. (AU)