Busca avançada
Ano de início
Entree

Resíduos industriais de manga como fonte para indução de enzimas em Trichoderma harzianum: potencial para degradação do biofilme dental cariogênico

Processo: 19/05832-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2019 - 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Pesquisador responsável:Carolina Patrícia Aires Garbellini
Beneficiário:Carolina Patrícia Aires Garbellini
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Hamilton Cabral
Assunto(s):Bactérias  Fungos  Enzimas  Biofilmes 

Resumo

Um polissacarídeo extraído de manga (Mangifera indica L.) tem sido sugerido como uma nova alternativa para a indução de glucanase em Trichoderma harzianum. A glucanase pode degradar os glucanos, principal constituinte dos biofilmes cariogênicos, como aqueles produzidos por Streptococcus mutans. A manga é uma das frutas mais consumidas no Brasil e seu processamento na indústria de alimentos é capaz de gerar resíduos que são descartados, como a casca e o caroço com a semente. Neste contexto, a possibilidade de estudar as propriedades bioativas dos resíduos industriais desta fruta pode trazer contribuições tanto para a área da Saúde quanto para as áreas de Indústria e Meio Ambiente. O objetivo do projeto é avaliar o efeito dos resíduos industriais da manga (casca, caroço e semente) como fonte indutora de enzimas em Trichoderma harzianum, estudando tanto o efeito do conjunto de enzimas por ele produzidas quanto o efeito das glucanases isoladas em biofilme cariogênico. Em acréscimo, as estruturas químicas das frações estudadas (casca, caroço e semente) serão elucidadas, assim como os polissacarídeos bacterianos resultantes da degradação enzimática. Polissacarídeos do epicarpo (casca), mesocarpo (polpa), endocarpo (caroço) e semente da manga da variedade Tommy Atkins serão extraídos, quantificados caracterizados. A seguir, os polímeros serão adicionados a um meio de crescimento contendo T. harzianum para indução de glucanases. Após 192 hs de incubação, o meio será centrifugado e o sobrenadante contendo as enzimas induzidas (extrato de enzimas) será purificado para o isolamento de glucanases, utilizando cromatografias de troca iônica e exclusão de massa molecular, sendo sua pureza certificada por gel de eletroforese desnaturante. Biofilmes patogênicos de S. mutans serão formados por 5 dias em lamínulas de vidro. No 3º dia do experimento, os biofilmes serão expostos aos seguintes tratamentos (n=3): a) NaCl 0,9%, como controle negativo; b) solução de digluconato de clorexidina 0,12%, controle positivo; c) extrato de enzimas de T. harzianum induzidas por polissacarídeos de epicarpo, mesocarpo, endocarpo ou semente de manga; d) glucanases purificadas de T. harzianum induzidas por polissacarídeos de epicarpo, mesocarpo, endocarpo ou semente de manga. A acidogenicidade e viabilidade bacteriana dos biofilmes será determinada e os polissacarídeos bacterianos serão extraídos, quantificados e terão sua estrutura química determinada por cromatografia gasosa associado a espectrometria de massas e ressonância magnética nuclear. Os dados de quantificação de polímeros e as análises de microbiologia serão analisados estatisticamente aplicando-se o teste mais adequado para as repetições que serão realizadas. O nível de significância aceito será de 5%. Para analisar os resultados de estrutura química, os polissacarídeos extraídos de cada biofilme após tratamento serão reunidos para formar pools que serão comparados para garantir a confiabilidade dos resultados. Espera-se que, ao invés de fonte poluidora, os resíduos de manga possam ser reaproveitados como fonte de indutores enzimáticos de glucanases, sendo facilmente disponíveis para a produção de enzimas que degradariam o biofilme oral. (AU)