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Papel de proteínas da via de sinalização da insulina e sua relação com a secretase ADAM10 na Doença de Alzheimer

Processo: 19/02648-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2019 - 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Márcia Regina Cominetti
Beneficiário:Márcia Regina Cominetti
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Pesq. associados:Patricia Regina Manzine Moralles
Assunto(s):Biomarcadores  Doença de Alzheimer  Insulina  Doenças neurodegenerativas  Demência  Sinalização 

Resumo

A DA (doença de Alzheimer) é uma doença neurodegenerativa gradual e progressiva caracterizada pela atrofia cortical predominante no lobo temporal medial, e microscopicamente, perdas neuronais extensas e depósitos denominados emaranhados neurofibrilares e placas senis. Desde os resultados do estudo de Rotterdam em 1992, sabe-se que o DM (diabetes mellitus tipo 2) aumenta o risco de demência. Pacientes com DM2 apresentam alterações cerebrais estruturais e comprometimento cognitivo, com elevado risco de desenvolver DA. Estes dados sugerem que a insulina pode desempenhar um papel fundamental com relação a atividade cerebral e com a formação da memória. A partir destes achados, a DA tem sido chamada por alguns pesquisadores de "diabetes tipo 3" (DM3) ou "diabetes cerebral". Nosso grupo vem estudando biomarcadores periféricos para a DA desde 2010. Nossos resultados indicam que a ADAM10 (A Disintegrin And Metaloprotease), a ±-secretase que inibe a formação das placas senis e, portanto, é protetora contra a DA, está diminuída em plaquetas de idosos com esta demência comparado com idosos cognitivamente saudáveis. Neste sentido, o objetivo deste estudo é verificar se as diferenças nos níveis de ADAM10 entre sujeitos cognitivamente saudáveis, com TNCL (Transtorno Neurocognitivo Leve) e DA com a presença concomitante de DM2, bem como o efeito de alterações da via insulínica nos níveis e atividades desta ±-secretase. O impacto clínico deste estudo está relacionado a uma nova abordagem que poderia ser utilizada no tratamento deste tipo de demência, observando também os estados metabólicos e inflamatórios dos pacientes, além de contribuir para o melhor entendimento da biologia da doença em si. (AU)