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A contribuição das interações animal-planta para a biodiversidade e restauração de ecossistemas na Mata Atlântica

Processo: 18/19011-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2019 - 30 de abril de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Convênio/Acordo: Organização Holandesa para a Pesquisa Científica (NWO)
Pesquisador responsável:Marina Corrêa Côrtes
Beneficiário:Marina Corrêa Côrtes
Pesq. responsável no exterior: Merel B Soons
Instituição no exterior: Utrecht University (UU), Holanda
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Pesq. associados:Marco Aurelio Pizo Ferreira ; Mathias Mistretta Pires

Resumo

Em todo o mundo, as florestas estão diminuindo rapidamente devido à conversão antropogênica no uso e cobertura da terra. Simultaneamente, a recuperação florestal em paisagens modificadas pelo homem tem levado a um aumento de florestas secundárias, com o potencial de mitigar a perda de biodiversidade e fornecer importantes serviços ecossistêmicos. Estudos mostram que os impactos humanos modulam a abundância de árvores e animais, de modo que novas comunidades - e, por conseguinte, as interações planta-animal - se estruturam em fragmentos restaurados. Importantes atributos da paisagem, como o uso da terra e a cobertura florestal nativa circundantes, podem afetar significativamente a composição e o funcionamento dessas novas comunidades. De fato, essas características da paisagem podem ser mais importantes do que a idade da floresta na regulação da biodiversidade florestal e na recuperação de serviços, alterando a entrada de animais frugívoros, sementes e genótipos de manchas florestais vizinhas. Em paisagens severamente fragmentadas, como a região da Mata Atlântica, isso pode ter grandes implicações sociais se os serviços ecossistêmicos, como o armazenamento de carbono, forem comprometidos. Apesar do reconhecimento das redes de interações entre plantas e frugívoros como um componente crítico para o sucesso da regeneração, estudos sobre a restauração florestal negligenciam amplamente essas redes. Assim, não está claro como as interações plantas-frugívoros se desenvolvem ao longo do tempo na regeneração de florestas e até que ponto elas são reguladas pelas características da paisagem e conectividade. Este projeto, portanto, aborda as complexas interações entre plantas e animais que permitem o funcionamento do ecossistema e o fornecimento de serviços ecossistêmicos, como o sequestro de carbono. No estudo proposto, quantificaremos a contribuição das características da paisagem e a conectividade para a restauração levando em conta as relações funcionais plantas-frugívoros e os efeitos em cascata no armazenamento de carbono, recrutamento e diversidade genética ao nível populacional e o valor de conservação da biodiversidade em novas comunidades de florestas atlânticas. A combinação única entre as especialidades dos parceiros holandeses e brasileiros permite que toda a gama de aspectos relevantes, desde a caracterização das comunidades de árvores e animais até as interações entre espécies e o funcionamento e serviços ecossistêmicos, sejam abordados. Especificamente, iremos caracterizar as interações plantas-frugívoros ao longo de fragmentos de florestas secundárias que diferem em idade, características da paisagem e conectividade na região da Floresta Atlântica de São Paulo. Com base em nossos resultados, identificaremos áreas da região da Mata Atlântica mais adequadas para a regeneração natural e desenvolveremos diretrizes de restauração para estimular interações planta-frugívoro que promovam a biodiversidade e o seqüestro de carbono. (AU)

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