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"estudo da atividade do receptor de andrógeno sobre a modulação da heparanase no câncer de próstata"

Processo: 19/09693-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2019 - 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Taize Machado Augusto
Beneficiário:Taize Machado Augusto
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ). Prefeitura Municipal de Jundiaí. Jundiaí , SP, Brasil
Pesq. associados:Gustavo Ferreira Simoes ; Nilva de Karla Cervigne
Assunto(s):Medicina molecular  Próstata  Neoplasias  Invasão 

Resumo

O câncer de próstata é, atualmente, a neoplasia mais comum em homens e um reconhecido problema de saúde pública. Os principais andrógenos da próstata são a testosterona e a di-hidrotestosterona (DHT), estimulados e regulados pelo eixo hipotalâmo-hipofisário. Ambos os hormônios têm a capacidade de se ligar ao receptor de andrógeno (AR), no entanto, a DHT tem uma maior afinidade com esses receptores e o complexo DHT-AR promove a liberação de proteínas heat-shock90 que possibilita ativação de vários genes responsivos ao andrógeno que estão relacionados à transcrição de proteínas responsáveis pela estimulação da proliferação celular. A terapia hormonal, utilizada em pacientes com comprometimento linfonodal ou metástases à distância, consiste em reduzir esses hormônios à nível de castração. Embora seja um tratamento efetivo no início, muitos pacientes evoluem para o estado de câncer de próstata resistente à castração. Ainda não foram elucidados os mecanismos responsáveis pela progressão tumoral apesar do bloqueio hormonal. Estudos recentes demonstraram que isso está relacionado a mutações e uma superexpressão do AR, fatores de crescimento que ativam o AR, alterações de proteínas co-reguladoras e um aumento de enzimas relacionadas à metástase e à síntese do próprio andrógeno. A metástase na progressão tumoral está relacionada a uma série de alterações biomoleculares que podem afetar o AR, às cascatas de sinalizações, os mecanismos de regulação e apoptose celular. Dentro dos fatores relacionados com a variação androgênica destacamos neste projeto atenção à enzima heparanase-1 (HPSE1) que está intimamente relacionada com a capacidade invasiva de células tumorais por sua atividade estar relacionada a clivagem do heparan sulfato seguido pelo remodelamento da matriz extracelular (ECM) e da liberação de fatores de crescimento que estão sequestrados por esta matriz, processo este, que contribui para a um aumento na agressividade tumoral. Nossos estudos prévios sobre a HPSE1 apontaram que a privação androgênica, gerada por castração cirúrgica em ratos, foi correlacionada com um aumento da expressão da HPSE-1, fato seguido por uma intensa remodelação tecidual. Além disto, avaliação prévia realizada em nosso laboratório observou que linhagens prostáticas tumorais com AR positivo e AR não-responsivo e negativo, possuem respectivamente menor e maior expressão de HPSE1. O mais curioso desta mesma observação é que as células tumorais positivas para AR, porém sem a estimulação androgênica, apresentaram um padrão de localização preferencialmente nuclear enquanto que as células sem expressão de AR, o padrão era mais citoplasmático. Muito se sabe a despeito das funções extracelulares da HPSE1, porém já é de conhecimento uma nova possível função para sua localização nuclear e que vai na contra-mão de sua atividade enzimática que está relacionada com a progressão tumoral. Neste sentido, este projeto visa investigar a participação da atividade do receptor de andrógeno sobre a modulação da HPSE1 em linhagens tumorais prostáticas (LNCaP e DU-145) através de análises de expressão e focando na localização da HPSE1, além de possíveis alterações dos processos proliferativos e de invasividade tumoral. Além disto, buscaremos também verificar uma possível interação genômica entre o AR a região promotora da HPSE1. Para isto, ensaios de imunopreciptação serão utilizados para investigar uma possível interação do receptor de andrógeno no gene da HPSE1, além de ensaios de imunofluorescência, Western blotting, RT-PCR em tempo real e invasão através de matrigel, para com isto melhor entender a biologia e o microambiente da metástase do câncer de próstata e sua susceptibilidade aos tratamentos anti-androgênicos hoje em uso na clínica médica. (AU)