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Modulação da resposta imunológica aos componentes antigênicos do veneno de Polybia paulista (Hymenoptera, Vepidae) em modelo experimental murino de alergia: efeitos da supressão bystander induzida por tolerância oral a antígeno proteico

Processo: 19/00729-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2019 - 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Luis Gustavo Romani Fernandes
Beneficiário:Luis Gustavo Romani Fernandes
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados:Patricia Ucelli Simioni ; Ricardo de Lima Zollner
Assunto(s):Hipersensibilidade  Tolerância imunológica 

Resumo

Alergia à picada de insetos representa 14% dos casos das reações alérgicas graves na América Latina, acarretando uma considerável morbidade dos pacientes e gastos significativos com tratamento. A imunoterapia alérgeno-específica (IAE), apresenta-se como o único tratamento eficaz com efeitos benéficos a longo prazo, indicado naqueles casos graves com risco de morte pela anafilaxia. Entretanto, a IAE pode se mostrar ineficaz para o tratamento de pacientes multisensibilizados, além da possibilidade de desencadear reações adversas intensas, principalmente durante o período de indução e fases preliminares da manutenção da imunoterapia. Uma estratégia alternativa para suplantar estas dificuldades, pode estar na utilização de protocolos de indução de tolerância com antígenos proteicos não correlatos. Neste contexto, estes antígenos podem induzir mecanismos de tolerância periférica, capazes de suprimir as respostas imunes dirigidas também a antígenos presentes nas proximidades, fenômeno conhecido como supressão bystander. Desta maneira, temos por objetivo principal avaliar os mecanismos imunomoduladores da supressão bystander, em modelos experimentais murinos de alergia ao veneno da vespa Polybia paulista (P. paulista). Assim sendo, serão testados protocolos de indução de tolerância oral com o antígeno proteico ovalbumina (OVA) em camundongos BALB/c previamente sensibilizados com os antígenos do veneno de P. Paulista, e em camundongos que serão submetidos aos protocolos de sensibilização a estes antígenos, posteriormente à indução de tolerância oral. Nestes modelos experimentais, serão avaliados os perfis das respostas imunes humoral e celular específicas para OVA e para os antígenos proteicos do veneno de P. paulista. Para isto, serão quantificadas imunoglobulinas antígeno específicas (sIgE, sIgG1 e sIgG2a) e a protease derivada da ativação de mastócitos MCP-1 em amostras séricas. A frequência das populações funcionais de linfócitos T CD4+ (Th1, Th2, Th9, Th17 e Tregs) e linfócitos B reguladores CD19+IL-10+, serão avaliadas após estimulação in vitro dos linfócitos esplênicos. Adicionalmente, analisaremos o envolvimento de células dendríticas tolerogênicas (Tol-DCs) neste fenômeno, avaliando-se a expressão das moléculas co-estimulatórias e das enzimas IDO e ALDH, envolvidas na atividade supressora exercida por estas células, bem como do efeito da transferência adotiva de Tol-DCs para os animais dos grupos experimentais mencionados. O entendimento dos mecanismos imunomoduladores envolvidos no fenômeno da supressão bystander, pode contribuir para futuras intervenções terapêuticas para o tratamento da alergia ao veneno de himenópteros, com protocolos alternativos de IAE baseados no uso de antígenos proteicos não correlacionados. (AU)