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Desenvolvimento, caracterização e avaliação da capacidade de osteointegração de cimento poroso à base de polimetilmetacrilato associado a diferentes formulações de estrôncio

Resumo

O tratamento de tumores ósseos, infecção e traumatismos frequentemente cria defeitos ósseos que necessitam preenchimento para evitar fraturas e promover a remodelação óssea. Devido às limitações do autoenxerto, vários substitutos ósseos estão sendo desenvolvidos com características diferentes. O cimento poroso à base de PMMA, desenvolvido previamente (auxílio FAPESP nº 2012/18965-0), apresenta características mecânicas semelhantes ao osso esponjoso, é biocompatível e atóxico. Além disso, em estudos em animais de experimentação, apresentou altas taxas de osteointegrção e invasão óssea. Com o intuito de potencializar estas características biológicas, é proposto, neste estudo, a combinação deste cimento com diferentes formas e concentrações de estrôncio que é reconhecidamente um estimulador da osteogênese.Nanopartículas de fosfatos e carbonatos de estrôncio com estequiometria variada que possibilitem a liberação controlada de estrôncio serão sintetizadas e combinadas ao cimento poroso. Na caracterização química serão avaliadas a composição e estrutura cristalina das partículas, tal como o perfil de eliminação do estrôncio. Na caracterização física será avaliada a morfologia, densidade, tempo de cura, temperatura máxima durante a cura, características mecânicas e estruturais. Nas avaliações in vitro serão realizados ensaios de citotoxicicade e aptoptose e determinadas alterações genéticas relacionadas com osteoindução e inibição de osteoclastos. Nas avaliações in vitro será estudada a osteointegrção e invasão óssea do cimento poroso implantado em defeitos criados em ossos de coelhos por histologia, munohistoquímica, micro-CT e ensaios mecânicos de arrancamento.Esperamos desenvolver um cimento ósseo à base de PMMA e estrôncio, poroso, com macroporos interconectados, atóxico e biocompatível que possa ser modelado intraoperatoriamente e que elimine os íons de estrôncio de forma controlada. Além disso, esperamos que esta eliminação de estrôncio potencialize a capacidade de osteointegração e de invasão óssea. (AU)

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