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Auto-monitoramento para o empoderamento das mulheres para reduzir os riscos de hipertensão arterial durante a vida, após uma gravidez com pré-eclâmpsia Acrônimo: LifeAPP

Processo: 18/22705-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2019 - 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Leandro Gustavo de Oliveira
Beneficiário:Leandro Gustavo de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Pesq. associados: Alisse Hauspurg ; James George Roberts ; Lucy Chappell ; Maria Laura Costa Do Nascimento ; Richard McManus
Assunto(s):Obstetrícia  Hipertensão  Doenças cardiovasculares  Pré-eclâmpsia  Recém-nascido prematuro  Monitoramento 

Resumo

Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) constituem causa líder de morte entre mulheres em todo o mundo. Diversos fatores de risco podem ser considerados como responsáveis pelas DCV, mas um fator recentemente incorporado diz respeito à pré-eclâmpsia (PE). A fisiopatologia da PE possui pontos de similaridade com alguns mecanismos comuns as DCV, como o estresse oxidativo, a disfunção endotelial e a síndrome metabólica. Os objetivos deste trabalho são: Objetivo 1. Avaliar a viabilidade e a aceitabilidade de um Trial randomizado comparando o auto-monitoramento domiciliar da pressão arterial com a forma atual, preconizada pelos centros de atenção e pelo sistema de saúde nacional, quanto ao acompanhamento pós-parto de mulheres com diagnóstico de PE. Objetivo 2. Avaliar se mulheres encorajadas a assumir um estilo de vida saudável por meio de um aplicativo para smartphones, mensagens encorajadoras e orientações desenvolvidas com essa proposta se tornarão motivadas a tentar reduzir os riscos para DCV. Hipóteses: nossas hipóteses são que, comparado aos modos de acompanhamento atuais, uma intervenção baseada em um sistema interativo de auto-monitoramento e o estímulo quanto a hábitos de vida saudáveis, implementados imediatamente após o parto de mulheres com PE pré-termo podem ser utilizados na redução de risco para DCV. Resultados preliminares: o estudo de viabilidade SNAP-HT desenvolvido pelo grupo do professor Richard McManus (co-investigador do estudo LifeAPP) demonstrou que o auto-monitoramento de casos de hipertensão por pacientes necessitando de medicações anti-hipertensivas no período pós-parto é uma intervenção possível no Reino Unido. A Dra. Alisse Hauspurg (co-investigadora do estudo LifeAPP) demonstrou que mulheres obesas (Estados Unidos) com história de doenças hipertensivas na gestação apresentam alta prevalência de progressão para hipertensão sustentada, mesmo um ano após o parto. Desenho do estudo: Este é um estudo prospectivo, controlado e randomizado, sem cegamento, que envolve a utilização de equipamentos eletrônicos. As participantes elegíveis para este estudo serão puéperas que receberam o diagnóstico de PE pré-termo. Participantes randomizadas para o grupo intervenção receberão instruções sobre como realizar o auto-monitoramento da pressão arterial utilizando monitor validado e fornecido pelos investigadores. As participantes também serão orientadas a adotar hábitos de vida saudáveis e continuarão a receber instruções durante um ano após o parto. Os auto-monitoramentos serão enviados aos membros da equipe de estudo por meio digital, a partir de um aplicativo para smartphones conectado ao aparelho de verificação da pressão arterial. Participantes randomizadas para o grupo controle serão acompanhadas de acordo com o sistema de saúde local e seguirão as recomendações usuais. Todas as participantes (intervenção e controle) serão orientadas a comparecer a visitas com enfermeiras e médicos aos 3, 6 e 12 meses após o parto, quando responderão a questionários sobre satisfação, adoção de hábitos de vida saudáveis e desfechos adversos. O desfecho primário será medido pelo grau de viabilidade e aceitabilidade para se conduzir um Trial que compare o auto-monitoramento domiciliar da pressão arterial com o manejo usual do pós-parto de mulheres que tiveram PE pré-termo. O desfecho será o número (proporção) de mulheres consideradas elegíveis, que permanecerem no estudo a cada visita agendada (3, 6 e 12 meses pós-parto). (AU)