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Impacto do receptor de estrogênio alpha na Doença Hepática Gordurosa não Alcoólica e metabolismo energético do fígado

Processo: 18/04956-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de julho de 2019 - 30 de junho de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:João Paulo Gabriel Camporez
Beneficiário:João Paulo Gabriel Camporez
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Jose Donato Junior ; Silvana Auxiliadora Bordin da Silva
Assunto(s):Fisiologia endócrina  Receptor alfa de estrogênio  Hepatopatia gordurosa não alcoólica  Metabolismo energético  Estradiol  Fígado  Diabetes mellitus tipo 2  Resistência à insulina 

Resumo

Estilo de vida e o aumento do consumo de dieta rica em gorduras contribuem amplamente para o desenvolvimento de Obesidade, resistência à insulina, Diabetes tipo 2 (DM2) e doenças cardiovasculares. Além disso, doenças cardiovasculares associadas a complicações metabólicas, como resistência à insulina e Obesidade, são menos prevalentes em mulheres jovens do que em homens na mesma idade ou mulheres na pós-menopausa. Diversos mecanismos são atualmente considerados como causadores da resistência à insulina, como metabolismo anormal de lipídios e acúmulo ectópico do mesmo, disfunção mitocondrial, além de inflamação e estresse de retículo endoplasmático. Uma das consequências do estilo de vida ocidental e dieta rica em gorduras é a Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), que afeta cerca de 30% dos adultos e até 10% das crianças em países desenvolvidos. Nas últimas décadas, dados provenientes de estudos clínicos e experimentais revelaram que o estradiol (mais potente estrogênio) contribui enormemente para a homeostase glicêmica. De fato, a redução da concentração de estrogênio durante a menopausa é associada com o aumento de gordura visceral e, por sua vez, doenças metabólicas como resistência à insulina, DM2 e doenças cardiovasculares. Sendo o fígado um órgão central no desenvolvimento do DM2, o objetivo geral desse projeto é estudar (in vivo e in vitro) a função do receptor de estrogênio alpha (ER±) sobre o metabolismo energético hepático utilizando cultura celular primária de hepatócitos e animais com modulação da expressão do ER± no fígado (knockdown ou overexpression) através do uso de vírus adeno associado (AAV) para avaliação ou animais com deleção do ER± especificamente no fígado (sistema Cre-Lox). Esse projeto permitirá o estabelecimento de uma nova linha de pesquisa no departamento envolvendo o impacto da sinalização de hormônios sexuais, como o estradiol, sobre o metabolismo energético, além dos mecanismos envolvidos no desenvolvimento da DHGNA e possíveis alvos e novas abordagens para o desenvolvimento de tratamento/prevenção da DHGNA e DM2. Além disso, esse projeto permitirá o estabelecimento da técnica, considerada "padrão ouro", de clamp hiperinsulinêmico-normoglicêmico em camundongos com o uso de traçadores radioativos para determinar possíveis alterações no metabolismo da glicose in vivo. O estabelecimento dessa técnica no departamento permitirá contribuir, com excelência, a alta demanda para fenotipagem de camundongos com relação ao metabolismo da glicose. (AU)

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