Busca avançada
Ano de início
Entree

Avaliação dos níveis séricos de micropartículas e da efetividade do ácido acetilsalicílico sobre marcadores de disfunção vascular em pacientes com esclerose sistêmica

Processo: 18/15216-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2019 - 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Cristiane Kayser
Beneficiário:Cristiane Kayser
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Carolina Nunes França ; Maria Cristina de Oliveira Izar
Assunto(s):Escleroderma sistêmico  Micropartículas  Doenças autoimunes  Reumatologia  Ácido acetilsalicílico 

Resumo

Introdução: A esclerose sistêmica (ES) é uma doença autoimune crônica, caracterizada por dano vascular, desregulação imune e fibrose tecidual, com elevada morbidade, importante prejuízo funcional e da qualidade de vida, e alta mortalidade. As alterações da microcirculação são as manifestações mais precoces da doença, expressas principalmente pelo fenômeno de Raynaud, podendo preceder o acometimento cutâneo e visceral por anos. A ativação plaquetária e, mais recentemente, a ação de micropartículas, pequenas vesículas derivadas da membrana liberadas durante a ativação e apoptose celular, parecem estar envolvidas na patogênese da doença. Embora diversas classes de medicamentos sejam utilizados no tratamento da vasculopatia da ES, não há opção terapêutica até o momento que reverta a injúria vascular. O ácido acetilsalicílico (AAS) é uma droga com ação anti-inflamatória e antiplaquetária que pode ter ação benéfica sobre as manifestações vasculares da ES.Objetivos: Neste estudo, pretendemos avaliar os níveis de micropartículas e a efetividade do AAS sobre marcadores séricos de ativação plaquetária e de dano endotelial e sobre o fluxo sanguíneo da microcirculação em pacientes com ES. Métodos: Realizaremos ensaio clínico randomizado, duplo-cego e placebo controlado, em 70 pacientes com ES, que serão alocados em dois grupos de 35 pacientes: um grupo receberá AAS 100 mg/dia por quatro semanas e o outro grupo receberá placebo 01 comprimido/dia (comprimidos idênticos) por quatro semanas. Os pacientes com ES serão avaliados antes da intervenção e quatro semanas após, mediante dosagem de níveis de micropartículas derivadas de plaquetas (CD42+/CD31+), células endoteliais (CD51+CD105+), e monócitos (CD14+) pelo método de citometria de fluxo, e fator de von Willebrand e tromboxano B2 por ELISA. Será realizada também medida do fluxo sanguíneo da microcirculação por meio do método de laser Doppler imaging (LDI) antes e após estímulo frio nas semanas 0 e 4. Dados clínicos e de capilaroscopia periungueal dos pacientes serão coletados no início do estudo. Um grupo controle composto por 35 indivíduos saudáveis será também incluído para comparação dos níveis séricos de micropartículas entre estes e os pacientes com ES. Será realizada correlação entre os marcadores séricos e as variáveis clínicas e capilaroscópicas entre os pacientes estudados.Resultados esperados: Esperamos encontrar redução dos níveis séricos dos marcadores de ativação plaquetária e dano endotelial em pacientes com ES em uso de AAS em relação ao grupo placebo, mostrando assim um possível benefício desse agente antiplaquetário sobre a vasculopatia da ES. Pretendemos também encontrar diferença significativa nos níveis séricos de micropartículas de pacientes com ES em relação a controles saudáveis. (AU)