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Desenvolver protótipo de teste de ELISA para diagnóstico sorológico da esporotricose humana causada por Sporothrix spp.

Processo: 18/15124-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de julho de 2019 - 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Leila Maria Lopes Bezerra
Beneficiário:Leila Maria Lopes Bezerra
Empresa:BIDi BioInsumos e Diagnóstico Ltda
CNAE: Atividades de serviços de complementação diagnóstica e terapêutica
Município: São Paulo
Pesquisadores principais:Carlos Pelleschi Taborda
Pesq. associados:Andrea Regina de Souza Baptista ; Gil Benard ; José Angelo Lauletta Lindoso
Bolsa(s) vinculada(s):19/16119-3 - Desenvolver protótipo de teste de ELISA para diagnóstico sorológico da Esporotricose Humana causada por Sporothrix spp, BP.PIPE
Assunto(s):Antígenos  Esporotricose  Sorologia  Micologia 

Resumo

Desde 1998, a epidemia de esporotricose humana e felina causada pelo novo patógeno, S. brasiliensis, descoberto em 2007, alastra-se no Brasil sem qualquer perspectiva de controle epidemiológico. Já considerada uma hiperepidemia zoonótica em alguns estados, atinge toda a região Sul-Sudeste expandindo-se para a região Nordeste. Boletins epidemiológicos atuais registram de centenas a milhares de casos humanos, com crescimento exponencial em número de pacientes/ano. A criação da empresa BioInsumos e Diagnóstico (BiDi) vem ao encontro da necessidade urgente de desenvolvimento de um teste para diagnóstico da esporotricose causada por S. brasiliensis. Esta nova espécie, em contraste com a espécie patogênica, Sporothrix schenckii, caracteriza-se por ser altamente virulenta causando infecções graves antes consideradas raras, como infecção de mucosas, endocardite e meningite. Face à uma casuística cada vez mais alarmante, está na pauta da Organização Mundial da Saúde (OMS) a inclusão da esporotricose na lista de doenças fúngicas negligenciadas. Um dos desafios apontados pela OMS é a carência de um teste laboratorial eficaz para o pronto diagnóstico da esporotricose humana, que possa distingui-la de outras infecções que apresentam quadro clínico similar, em especial, a leishmaniose tegumentar, também endêmica no Brasil. Outro desafio levantado é o diagnóstico chegar a pacientes que vivem em regiões remotas. Testes sorológicos como o teste de ELISA, proposto neste projeto, resolvem este problema pois soro humano é material clínico de fácil coleta, pois não requer infraestrutura complexa e nem profissionais altamente especializados e, após coletado, poder ser facilmente preservado e remetido a um centro de referência ou a um laboratório especializado em diagnóstico. Um outro aspecto importante de ser considerado, no desenvolvimento de novos métodos para diagnóstico de doenças infecciosas, é o fato de um diagnóstico tardio ou não realizado significar um pobre prognóstico para o paciente e/ou alto custo ao sistema de Saúde. A proponente descreveu um novo antígeno (SsCBF) para o diagnóstico sorológico da esporotricose humana causada por S. schenckii. A partir da caracterização deste antígeno, desenvolveu um teste de ELISA que mostrou-se sensível e específico para diagnosticar todas as formas clínicas da doença causada por S. schenckii. O projeto PIPE visa inovar e desenvolver, a partir deste conhecimento prévio, um novo teste para diagnosticar a esporotricose causada por S. brasiliensis. A prova de conceito será validar o teste de ELISA utilizando os dois antígenos, SsCBF e SbCBF, para verificar o grau de sensibilidade e especificidade do teste, utilizando amostras de soro de pacientes com esporotricose confirmada por S. brasiliensis. Além disso, visamos testar o potencial do novo teste ser aplicado no diagnóstico diferencial entre a esporotricose e a leishmaniose tegumentar. O projeto tem baixo risco, pelo extenso domínio dos processos e por partimos de dados preliminares recentes, não publicados, que revelam ser o produto promissor para o diagnóstico diferencial destas duas patologias. Destacamos que não existe produto similar no mercado ou descrito na literatura, até o presente momento e, por esta razão, o SsCBF-ELISA é o único teste laboratorial já desenvolvido que vem sendo recomendado na literatura médica especializada. Um novo teste com o antígeno de S. brasiliensis será inédito e, virá suprir uma demanda nacional a partir do novo quadro clínico-epidemiológico da esporotricose. Faz-se necessário um método que forneça o diagnóstico rápido e preciso da doença, causada por Sporothrix spp. Nosso produto atenderia também a um outro mercado, pacientes com leishmaniose tegumentar, descartando uma possível suspeita de esporotricose ou de co-infecção, neste grupo de pacientes. A proposta é promissora e visamos a expansão da BIDi para atender não exclusivamente o mercado nacional (PIPE Fase 2), mas um mercado mundial, em expansão (Fase 3). (AU)

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