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Estudo clínico, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo da segurança e eficácia do alopurinol em pacientes com angina refratária na melhora dos sintomas isquêmicos

Processo: 18/22588-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2019 - 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Luís Henrique Wolff Gowdak
Beneficiário:Luís Henrique Wolff Gowdak
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Camila Paixão Jordão ; Luciana Oliveira Cascaes Dourado ; Renato Palácio de Azevedo
Assunto(s):Cardiologia  Tratamento  Alopurinol  Angina pectoris  Isquemia miocárdica 

Resumo

Uma das apresentações clínicas mais comuns associadas à doença arterial coronária (DAC) é a angina estável, que pode ser traduzida clinicamente por desconforto torácico (ou equivalente) evocado por diferentes níveis de atividade física dependendo da extensão da doença. Apesar dos indiscutíveis avanços no tratamento médico e procedimentos de revascularização (percutânea e cirúrgica), muitos pacientes apresentam sintomas debilitantes não responsivos ao tratamento convencional devido à progressão da doença (oclusão arterial crônica, envolvimento difuso do leito arterial distal, ou restenose pós-angioplastia), impossibilitando novas tentativas de revascularização miocárdica, condição conhecida como angina refratária. A marca desta condição é o grande comprometimento da qualidade de vida. Habitualmente, os afetados são incapazes de realizar qualquer atividade física (caminhar alguns metros no plano ou até mesmo tomar banho) sem o aparecimento de angina. Para esses pacientes, o principal objetivo do tratamento é melhorar a qualidade de vida, aumentar a tolerância ao exercício e diminuir a necessidade de hospitalização e procedimentos diagnósticos ou terapêuticos. Recentemente, a Sociedade Brasileira de Cardiologia em sua última Diretriz de Angina Estável incorporou o alopurinol como 4ª linha de tratamento para controle sintomático em pacientes não responsivos aos agentes convencionais (beta-bloqueadores, antagonistas de cálcio e/ou nitratos de ação prolongada), ainda que diante de escassa documentação na literatura sobre sua real eficácia antianginosa.Neste estudo, testaremos a hipótese de que doses elevadas de alopurinol são seguras e bem toleradas, e podem diminuir a frequência e intensidade das crises de angina, além de aumentarem a tolerância ao esforço e a qualidade de vida em pacientes com angina de difícil controle, não-responsivos à terapia habitual.Trata-se de estudo randomizado (1:1), duplo-cego, e controlado por placebo em que 40 pacientes com angina refratária em terapia médica otimizada serão incluídos. O desfecho primário de será a redução das crises de angina e do consumo de nitrato de ação rápida, melhora da classe funcional e aumento da tolerância ao esforço avaliadas por meio do Diário de Angina e Questionários de Angina e de Qualidade de Vida específicos, além do teste cardiopulmonar e da ecocardiografia com doppler colorido em repouso e durante esforço físico. A reatividade vascular será avaliada por meio do teste de hiperemia reativa no membro superior. A segurança do alopurinol será determinada por meio de avaliação clínica e laboratorial. (AU)