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Primeira identificação microbiológica e molecular de Rhodococcus equi nas fezes de gatos domésticos sem diarréia

Processo: 19/14932-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de agosto de 2019 - 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Marcio Garcia Ribeiro
Beneficiário:Marcio Garcia Ribeiro
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Epidemiologia veterinária  Zoonoses  Saúde pública veterinária  Rhodococcus equi  Saúde animal 

Resumo

Rhodococcus equi está relacionado a infecções em várias espécies animais de produção e de companhia. Em humanos, a prevalência da doença tem aumentado em todo mundo e representa risco emergente. R. equi são bactérias telúricas, oportunistas, isoladas das fezes de ampla variedade de espécies domésticas exceto, até o momento, de felinos. Assim, não está esclarecido o impacto desta espécie doméstica na transmissão do patógeno para os humanos. No presente estudo, mono e coinfecções de R. equi e outras bactérias, bem como marcadores de virulência, foram investigados nas fezes - não diarreicas - de 100 gatos de ambiente rural e 100 de ambiente urbano. Sete (7/200=3,5%) isolados de R. equi foram pioneiramente isolados no meio seletivo de ceftazidima, novobiocina e cyclohexamida (CAZ-NB), exclusivamente de gatos de três fazendas distintas (p=0,01). Estes gatos tinham histórico de contato com equinos e com o ambiente equestre (p=0,0002). Nenhum R. equi isolado carreava plasmídeos associados a virulência (pVAPA, pVAPB, pVAPN). 175 isolados de E. coli foram identificados. Destes, 23 E. coli enteropatogênicas atípicas (aEPEC), 1 STEC (Shiga-toxin producing E. coli) e 1 EAEC (enteroaggregative E. coli) foram identificados. Oitenta e seis isolados de C. perfringens tipo A foram detectados, dos quais as toxinas beta-2 e enterotoxina foram identificadas em 21 e 1 isolados, respectivamente. Cinco isolados de C. difficile foram identificados, dos quais um era toxigênico e carreava o ribotipo 106. As principais coinfecções observadas nos animais de áreas urbanas foram: E. coli e C. perfringens A (26/100=26%), E. coli e C. perfringens tipo A cpb2+ (8/100=8%), e aEPEC (eae+/escN+) e C. perfringens tipo A (5/100=5%). Nos gatos de fazendas, as principais coinfecções foram identificadas entre E. coli e C. perfringens tipo A (21/100=21%), E. coli e C. perfringens tipo A cpb2+ 8/100=8%), e E. coli e R. equi (4/100=4%). No presente estudo, foi identificado pela primeira vez R. equi nas fezes de gatos hígidos, fato que representa risco em Saúde Pública, posto que a rodococose tem sido descrita em pacientes imunocompetentes e imunossuprimidos, particularmente em pessoas que vivem com HIV/AIDS. (AU)