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Análise proteômica de isolados do complexo Paracoccidioides Brasiliensis: correlação dos níveis de proteínas diferencialmente expressas com virulência in vivo

Processo: 19/13897-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de agosto de 2019 - 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Zoilo Pires de Camargo
Beneficiário:Zoilo Pires de Camargo
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Paracoccidioidomicose  Paracoccidioides brasiliensis  Paracoccidioides  Virulência  Proteômica  Micologia 

Resumo

Introdução: A paracoccidioidomicose (PCM) é uma micose sistêmica comumente encontrada na América Latina causada por espécies distintas do gênero Paracoccidioides: complexo Paracoccidioides brasiliensis (S1, PS2, PS3 e PS4) e Paracoccidioides lutzii. Sua patobiologia tem sido recentemente explorada por diferentes abordagens para esclarecer os mecanismos das interações patógeno-hospedeiro subjacentes à PCM. A diversidade de formas clínicas desta doença tem sido atribuída tanto a fatores relacionados ao hospedeiro quanto ao fungo. Metodologia / Principais descobertas: Para melhor compreensão das bases moleculares das interações fungo-hospedeiro, avaliou-se a virulência in vivo de nove isolados do complexo Paracoccidioides brasiliensis e correlacionou-se a perfis de expressão proteica obtidos por eletroforese em gel bidimensional. Com base na recuperação de fungos viáveis de órgãos de camundongos, os isolados foram classificados como aqueles com baixa, moderada ou alta virulência. Isolados altamente virulentos expressam proteínas superexpressas relacionadas ao processo de adesão e resposta ao estresse, provavelmente indicando papéis importantes dessas proteínas fúngicas na regulação da capacidade de colonização, sobrevivência e capacidade de escapar da reação do sistema imune do hospedeiro. Além disso, isolados altamente virulentos exibiram expressão aumentada de enzimas da via glicolítica concomitantemente com expressão reprimida da cadeia beta da succinil-CoA ligase, uma proteína relacionada ao ciclo do ácido tricarboxílico. Conclusões / Significância: Nossos achados podem apontar para os mecanismos usados por isolados altamente virulentos de P. brasiliensis para suportar reações imunes do hospedeiro e para se adaptar à disponibilidade transitória de ferro como estratégias para sobreviver e superar as condições de estresse no interior do hospedeiro. (AU)