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Ingestão hiperlipídica induz comportamento de tipo depressivo em ratas ovariectomizadas.

Resumo

Este estudo avaliou os efeitos da ovariectomia, aliada ou não a ingestão hiperlipídica e reposição de estradiol, sobre parâmetros metabólicos e comportamentais, a fim de explorar a conexão entre obesidade e depressão na pós-menopausa. Ratas Wistar foram ovariectomizadas ou falso-operadas e alimentadas com dieta controle ou enriquecida com banha de porco por 12 semanas. Sub-grupos de ratas ovariectomizadas receberam reposição de estradiol. Comportamentos de tipo depressivo foram avaliados pelo teste de nado forçado e a atividade locomotora foi avaliada pelo teste do labirinto em cruz elevado. A ovariectomia aumentou o ganho de peso corporal e a eficiência alimentar e induziu hiperleptinemia e intolerância glicose e elevou apenas ligeiramente a ingestão calórica e a adiposidade corporal. A ingestão hiperlipídica induziu obesidade e, acentuou as alterações induzidas por ovariectomia. A reposição de estradiol atenuou as alterações hormonais apenas nos animais alimentados com dieta controle. Ovariectomia combinada com ingestão hiperlipídica induziu comportamentos de tipo depressivo, os quais foram apenas marginalmente atenuados pelo estradiol. Os comportamentos de tipo depressivo mostraram associação com parâmetros metabólicos e de composição corporal e com o estado de estradiol. Os dados indicam que a vulnerabilidade de desenvolver depressão após a menopausa é influenciada pela ingestão hiperlipídica. sugerido que o controle do peso corporal é crucial em mulheres na pós-menopausa, tendo papel benéfico na prevenção do aparecimento de problemas de saúde mental. (AU)

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