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Inovações tecnológicas em gestão do cuidado hospitalar: impactos da Política Nacional de Atenção Hospitalar (PNHOSP) na micropolítica e na produção do cuidado em saúde em um hospital de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) no Município de São Paulo

Processo: 19/03793-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas
Vigência: 01 de setembro de 2019 - 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva
Convênio/Acordo: CNPq - PPSUS
Pesquisador responsável:Rosemarie Andreazza
Beneficiário:Rosemarie Andreazza
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Ademar Arthur Chioro dos Reis ; Ana Lúcia Medeiros de Souza ; Eliane Cardoso de Araújo ; Graça Maria Gouveia da Silva Carapinheiro ; jorge harada ; Larissa Maria Bragagnolo ; Luiz Carlos de Oliveira Cecílio ; LUMENA ALMEIDA CASTRO FURTADO ; Mariana Arantes Nasser ; Mariana Fonseca Paes ; Monique Marie Marthe Bourget ; Morris Pimenta de Souza ; NELMA LOURENÇO DE MATOS ; Nicanor Rodrigues da Silva Pinto ; Olívia Félix Bizetto ; Sandra Maria Spedo ; Tiago João Correia Fonseca da Conceição

Resumo

A reestruturação de sistemas de saúde exige transformações efetivas nas práticas de cuidado e no funcionamento das organizações hospitalares que devem estar em estreita articulação com os demais serviços que compõem a rede de saúde. Processos que se pautam apenas na racionalização da vida do hospital demonstram-se insuficientes para sustentar a construção de um novo hospital do e para o SUS. A produção de práticas que têm como centro o cuidado do usuário-cidadão é necessária. Arranjos tecnológicos que visam a melhoria das práticas e das instâncias de gestão são modalidades de intervenção de caráter multiprofissional. Eles permitem aperfeiçoar a capacidade de acolher e identificar riscos, melhorar o modo de entrada do paciente no hospital, qualificar a gestão da clínica e gerar altas mais articuladas com outros pontos de atenção da rede. Diversos arranjos tecnológicos previstos na PNHOSP têm sido utilizados. Em estudo realizado pela linha de pesquisa de Gestão do Trabalho e do Cuidado em Saúde, em Hospital Público de urgência emergência, observou-se que os arranjos tecnológicos - classificação de risco de Manchester e o Kanban - têm alta adesão dos profissionais de saúde, que os reconhecem como formas potentes para organizar o cuidado, com alto grau de plasticidade, pois assumem distintas configurações. Indicou novos formatos de relações interprofissionais, mas que não modificaram as relações de poder e de autonomia profissional, em particular dos médicos. É a partir desse estudo e da experiência do grupo na realização de pesquisas no e para o SUS com uma abordagem micropolítica, que propõe-se esta investigação, visando adensar os resultados dos estudos anteriores com objetivo de analisar arranjos tecnológicos de gestão do cuidado previstos PNHOSP em hospital de referência do SUS no município de São Paulo. Especificamente identificar, analisar e caracterizar: a) quais arranjos da PNHOSP são operacionalizados no hospital estudado e como são vivenciados pelas equipes assistenciais em seus cotidianos; b) as relações intra e interprofissionais na operacionalização dos arranjos tecnológicos; c) as relações entre as equipes do hospital e os usuários e seus familiares na operacionalização desses arranjos tecnológicos;d) as relações entre o hospital e a rede de serviços de saúde na perspectiva da integralidade e continuidade do cuidado. Realizar-se-á um estudo qualitativo, tipo estudo de caso, cartográfico, com elementos etnográficos. Serão empregadas múltiplas técnicas para a produção dos dados: 1. Análise documental; 2. Oficinas de trabalho com dirigentes e equipe do hospital; 3. Observação participante dos arranjos tecnológicos escolhidos em comum acordo com a equipe do hospital; 4. Acompanhamento de usuários-guia internados, preferencialmente em virtude de condições crônicas de saúde. Olocal de estudo será o Hospital Santa Marcelina, instituição responsável pelo gerenciamentos de vários estabelecimentos de saúde - hospitais, unidades básicas de saúde, ambulatórios de especialidades, unidades de pronto atendimento e pronto socorro; responsável pelo cuidado de 1.806.164 habitantes da zona leste do município de São Paulo. Integra a rede do SUS local, a partir da sua relação com as secretarias de saúde estadual e municipal de São Paulo. Os principais resultados esperados são: o aprofundamento de formulações teórico-conceituais em relação as dinâmicas intra e interprofissionais, a identificação de novas formas de burocracia hospitalar, incluindo o funcionamento sistêmico do hospital. Espera-se uma contribuição científica para o alargamento do pensamento teórico sobre as dinâmicas organizacionais, ajudando na superação de modelos teóricos demasiados simplificados e funcionalizantes hegemônicos, com baixa capacidade. A incorporação dos atores institucionais em todas as fases dos estudos e dos usuários e seus familiares contribuirá para a formação científica da equipe e para a qualificação do cuidado e da gestão em saúde. (AU)

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