Resumo
A evolução da relação simbiótica com microrganismos permitiu aos cupins decompor a lignocelulose ingerida de substratos derivados de plantas, incluindo fezes de herbívoros e húmus. Entretanto, alguns aspectos da digestão da lignocelulose nos cupins que perderam evolutivamente a associação com protozoários (aqueles da família Termitidae) ainda são pouco conhecidos e constituem uma boa oportunidade para avaliar questões relacionadas à ecologia alimentar no contexto da evolução e adaptação desse grupo. O objetivo geral desta proposta é investigar os aspectos da digestão de lignocelulose e a da diversidade microbiana do trato digestivo de cupins da família Termitidae através de análises enzimáticas, sequenciamento Illumina do gene 16S rRNA e transcriptômica. A proposta envolve: i) caracterizar digestão da lignocelulose, a microbiota bacteriana do trato digestivo e o transcriptoma da espécie Constrictotermes cyphergaster, o qual incorpora líquen na sua dieta xilófaga e ii) determinar a diversidade e a composição funcional da microbiota bacteriana intestinal em duas espécies de cupins com hábito alimentar intermediário (Procornitermes araujoi e Silvestritermes euamignathus) após a ingestão de diferentes componentes da lignocelulose. Adicionalmente, será avaliada a atividade enzimática das lignocelulases do trato digestivo desses cupins e a digestibilidade da lignocelulose ingerida. Espera-se que a ingestão de líquen resulte afete a composição e da funcionalidade da microbiota em C. cyphergaster. Além disso, espera-se que as espécies de cupins com dieta intermediária sejam capazes de modular a microbiota intestinal e a capacidade digestiva após alterações na dieta mais eficientemente devido maior diversidade da sua microbiota intestinal. (AU)
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