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Fatores genômicos e epigenéticos associados à resolução do diabetes após Derivação Gástrica em Y-Roux e à patogênese do diabetes secundário ao adenocarcinoma ductal de pâncreas

Processo: 18/20966-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2019 - 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Maria Lucia Cardillo Corrêa Giannella
Beneficiário:Maria Lucia Cardillo Corrêa Giannella
Instituição-sede: Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Campus Vergueiro. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Genômica  Diabetes mellitus  Cirurgia bariátrica  Epigênese genética  Endocrinologia 

Resumo

A cirurgia bariátrica empregada no tratamento da obesidade determina perda de peso sustentada e melhora desfechos metabólicos, induzindo, inclusive, remissão do diabetes mellitus tipo 2 (DM2). A Derivação gástrica em Y de Roux (DGYR) é uma das modalidades mais frequentemente empregadas e os mecanismos aventados para explicar seus efeitos benéficos sobre a tolerância à glicose incluem um balanço energético negativo com perda de peso e consequente melhora da sensibilidade à insulina e um aumento na secreção de insulina prandial secundária a uma secreção exacerbada de peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP1). Ainda permanecem pouco conhecidas as razões pelas quais uma parcela dos pacientes não apresenta remissão do DM2. No estudo SURgically induced Metabolic effects on the Human GastroIntestinal Tract (SURMetaGIT), amostras de segmentos gastrointestinais foram coletadas por enteroscopia de duplo balão, antes, após três meses e após 24 meses da realização de DGYR em 20 mulheres com índice de massa corpórea (IMC) ³ 35 kg/m2 e diagnóstico de DM2. O primeiro objetivo do presente projeto é investigar se a remissão do DM2 após DGYR está relacionada a alterações pós-operatórias nas funções "ômicas" gastrointestinais. Para tanto, serão avaliados: (1) as alterações transcriptômicas duodenais após 24 meses de cirurgia, comparando-as com aquelas encontradas no pré- e nos três meses pós-operatórios; (2) o perfil da metilação duodenal nos três períodos (pré-operatório e pós-operatórios de três e 24 meses) e (3) o perfil de miRNAs duodenal nos três períodos. Os achados serão comparados entre os grupos de pacientes respondedores e não respondedores. O segundo problema que será abordado no presente projeto é a relação entre o adenocarcinoma ductal de pâncreas e o DM; um risco relativo muito elevado (5,4) de adenocarcinoma ductal de pâncreas foi relatado em indivíduos com duração de DM < 1 ano, tornando o DM de início recente um marcador desta neoplasia. A suspeita clínica de que um DM de início recente seja não um DM2, mas um DM secundário ao adenocarcinoma ductal de pâncreas, tem implicações clínicas importantes, pois pode permitir a detecção precoce desta neoplasia, uma vez que o DM surge entre 24 e 36 meses antes do diagnóstico do adenocarcinoma de pâncreas. Assim, o segundo objetivo do presente projeto é tentar identificar, em indivíduos com adenocarcinoma ductal de pâncreas e DM de início recente, biomarcadores que poderiam facilitar o rastreamento desta neoplasia. (AU)