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Estudo das relações entre metabolismo mineral ósseo e o sistema nervoso autônomo na obesidade

Processo: 18/17867-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2019 - 30 de setembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Ita Pfeferman Heilberg
Beneficiário:Ita Pfeferman Heilberg
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Aluízio Barbosa de Carvalho ; Cassia Marta de Toledo Bergamaschi ; Erika Emy Nishi
Assunto(s):Osteoporose  Obesidade  Nefrologia  Denervação  Histomorfometria  MicroRNAs 

Resumo

A obesidade representa um dos maiores problemas de saúde pública no mundo atual, devido ao elevado risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 2, síndrome metabólica, hipertensão arterial e doenças renais tais como a litíase renal e as glomerulopatias. Adicionalmente, a obesidade afeta o metabolismo mineral ósseo de maneira importante. Apesar do aumento de peso corporal ter sido considerado tradicionalmente como fator protetor contra a osteoporose devido à ação benéfica da maior carga mecânica, efeitos deletérios sobre a massa óssea têm sido observados mais recentemente. O aumento da adiposidade visceral associa-se com o estímulo da atividade do sistema nervoso autônomo (SNA) simpático. O tecido adiposo é um órgão endócrino, secretor de vários hormônios e citocinas, dentre elas a leptina, que tem papel na regulação do metabolismo mineral ósseo através do sistema nervoso central. Enquanto as ações periféricas da leptina favorecem o aumento da massa óssea, seu efeito em nível central parece ser inibitório sobre a formação óssea através de uma via serotoninérgica (tronco cerebral para o hipotálamo) e através do tônus simpático do SNA gerado pelo hipotálamo. Foi demonstrado que a sinalização simpática nos osteoblastos promove maior expressão do ligante do receptor ativador do fator nuclear kappa B (RANKL) resultando em aumento da reabsorção óssea via estimulação osteoclástica. Estudos recentes têm ressaltado a importância de alguns microRNAs (miRs) no controle da homeostase óssea. No entanto, o impacto da obesidade na expressão de tais miRs ainda é desconhecido. Considerando-se a controvérsia vigente acerca dos efeitos benéficos ou não da obesidade sobre a massa óssea e em vista dos conceitos mais recentes de que a leptina e outros hormônios sintetizados pelo tecido adiposo são regulados pelo SNA, um estudo em um modelo animal de obesidade para explorar as relações entre o metabolismo mineral ósseo e o SNA faz-se importante para compreensão dos mecanismos fisiopatogênicos envolvidos. Os objetivos do presente projeto serão o de avaliar o metabolismo mineral ósseo em um modelo animal de obesidade em ratos machos submetidos à dieta hiperlipídica contendo 60% de gordura durante 18 semanas. Serão utilizadas técnicas de histomorfometria com dupla marcação pela tetraciclina para avaliação da microarquitetura óssea, imuno-histoquímica para expressão de proteínas ósseas e qRT-PCR para análise da expressão gênica de citocinas, fatores de crescimento e receptores envolvidos na mineralização óssea em tecido ósseo, adiposo e renal. Durante o protocolo, serão coletadas amostras de sangue para dosagem de função renal, hormônios calciotrópicos bem como dos marcadores de formação e reabsorção óssea. Adicionalmente, a expressão gênica de vários miRs será quantificada no soro e no tecido ósseo. Por fim, serão determinados os efeitos da denervação aguda do SNA sobre o metabolismo mineral ósseo. (AU)