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Produção de microcápsulas de própolis vermelha brasileira para uso como conservante natural e desenvolvimento de alimentos funcionais: caracterização, bioacessibilidade e transporte epitelial através de células Caco-2

Processo: 19/11248-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2019 - 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Carmen Josefina Contreras Castillo
Beneficiário:Carmen Josefina Contreras Castillo
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Pesq. associados:Adna Prado Massarioli ; Carmen Sílvia Fávaro Trindade ; Pedro Luiz Rosalen
Assunto(s):Compostos fenólicos  Antioxidantes  Bioacessibilidade  Própolis 

Resumo

O Brasil é um grande produtor e exportador mundial de própolis de Apis mellifera. Entretanto, a aceitabilidade dos consumidores é baixa para alimentos onde a própolis é um ingrediente, devido principalmente ao seu amargor e adstringência, o que gera sabores fortes e desagradáveis que alteram as características sensoriais dos alimentos. Um novo tipo de própolis brasileira, denominada de própolis vermelha, foi caracterizada quimicamente e biologicamente por nosso grupo de pesquisa. Nela, foi encontrada uma composição fenólica peculiar, composta principalmente isoflavonoides, além de atividades antioxidante, antimicrobiana e anti-inflamatória. De acordo com as evidências de que o consumo desses fitoestrogênios produzem efeitos benéficos, como os efeitos positivos nos desconfortos da menopausa, por exemplo, cápsulas contendo microcápsulas de isoflavonoides de própolis vermelha se torna um mercado potencial e promissor. Além disso, nunca foi dada atenção a questão da bioacessibilidade e transporte epitelial por meio de células humanas, no sentido de se esclarecer se os isoflavonoides presentes nesta própolis são modificados durante estas etapas, bem como se as propriedades biológicas verificadas nos extratos etanólicos são conservadas. Assim, a microencapsulação da própolis vermelha, contendo isoflavonoides bioacessíveis e transportados através do sistema epitelial, se torna uma forma de agregar valor e desenvolver de novos ingredientes e produtos funcionais, haja vista que atualmente o Brasil exporta este tipo de própolis exclusivamente como matéria-prima. (AU)