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Inovações tecnológicas em saúde para o diagnóstico e controle da leishmaniose visceral no município de Bauru, Estado de São Paulo, Brasil

Processo: 18/25889-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas
Vigência: 01 de junho de 2019 - 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:José Eduardo Tolezano
Beneficiário:José Eduardo Tolezano
Instituição-sede: Instituto Adolfo Lutz (IAL). Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Fernando Ferreira ; Gabriela Motoie ; Helena Hilomi Taniguchi ; John Brooks Malone Jr ; Luiz Ricardo Paes de Barros Cortez ; Maria Lucia Zaidan Dagli ; Paula Ordonhez Rigato ; Raul Borges Guimarães ; Roberto Mitsuyoshi Hiramoto ; Rodrigo Albergaria Ressio ; Rodrigo Martins Soares ; Simone Baldini Lucheis ; Virgínia Bodelão Richini Pereira
Vinculado ao auxílio:17/50333-7 - Plano de desenvolvimento institucional em pesquisa do Instituto Adolfo Lutz (PDIp), AP.PDIP

Resumo

O Brasil está entre os seis países que em conjunto respondem por 90% dos casos da incidência global da Leishmaniose Visceral (LV). Nas últimas três décadas a LV se destaca como um dos principais problemas de Saúde Pública, presente nas 5 regiões brasileiras. A dispersão geográfica da doença se dá em saltos ou de forma contínua pelo território brasileiro, acompanhando as rodovias e ferrovias por meio do trânsito das pessoas, grandes obras de engenharia, avançando por cidades de porte médio e até grandes metrópoles, constituindo novos circuitos de produção da doença, contrariando a delimitação de doenças de espaços rurais, com um número muito maior de pessoas atualmente exposto ao risco de se infectar e adoecer do que em qualquer outra época. As ações de vigilância e controle tem resultado em fracassos sucessivos e, a endemia avança por novas áreas com impressionante velocidade, morbidade e letalidade. Nas Américas o cão é o principal reservatório de L. infantum para os insetos transmissores que, uma vez infectados poderão transmitir, pela picada, L. infantum. O Programa de Vigilância e Controle da LV (PVCLV) prioriza ações para o diagnóstico e tratamento precoce dos casos humanos; monitoramento e redução da abundância dos flebotomíneos e controle dos reservatórios domésticos que são os cães infectados, além das ações relacionadas ao manejo ambiental para a redução das condições favoráveis à colonização de L. longipalpis. A LV é a principal endemia parasitária do estado de São Paulo e desde 1998 são conhecidos focos naturais de transmissão em Araçatuba, seguindo para quase todas as demais regiões. São 193 municípios com presença do vetor, dos quais 157 com transmissão humana e/ou canina, desde 1999 são 2.917 casos LVhumana, distribuídos por 92 municípios; com taxa de letalidade de 8,5%, superior à letalidade no país, ao redor de 7,0. Desde 2002, Bauru é o principal produtor de LVhumana no estado, com 21,7% do total de casos autóctones de LV. A prevalência canina supera 25% em certas localidades. A identificação, recolhimento e eutanásia dos cães infectados visando à diminuição das fontes de infecção é a ação de maior visibilidade e cada vez mais contestada por diferentes segmentos da sociedade, inclusive na comunidade científica. Alternativas para controle e redução da incidência da LV canina incluem a utilização de coleiras com inseticidas, vacinação para impedir a transmissão e o tratamento de cães infectados para redução da carga parasitária. O MS não recomenda vacinação e tratamento como medidas em saúde pública, pela insuficiência de evidências e comprovações científicas de sua efetividade. As ações direcionadas aos vetores são insuficientes uma vez que são desconhecidos indicadores relacionados à sua ecologia e as taxas de infecção natural nos focos de transmissão. A sistematização das informações de campo em estruturas de armazenamento digital, o relacionamento desses dados com outros sistemas (climático e ambiental, vulnerabilidade sócio-econômica) bem como a automação dos processos de coleta, validação, comparação e análise podem auxiliar na identificação de tendências e padrões nas séries de dados. Com a construção de bases de dados para a localização espacial das taxas setoriais das incidências canina e humana; dos índices de abundância e infecção vetorial, do diagnóstico ambiental, será possível conhecer nas áreas e focos de transmissão os espaços de convergência de dois ou mais componentes dessa cadeia (vetor, cão, humano e ambiente) permitindo planejar e priorizar estratégias de ação em respostas rápidas para a vigilância e o controle da LV. Tendo como indicadores de sucesso a diminuição dessas taxas e índices poder-se-á realizar avaliações sobre a efetividade da base territorial na vigilância e controle da LV e consequente revisão dessa política pública de vigilância e controle da LV com a incorporação de novas estratégias no campo da inovação tecnológica. (AU)

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