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Serviço de transformação genética em cana e produção de variedades comerciais transgênicas para resistência ao herbicida glifosato e a insetos-pragas

Resumo

O plantio de transgênicos é uma realidade que vem causando grandes impactos na produtividade agrícola. O Brasil é o segundo maior mercado mundial de plantas transgênicas, empregando fundamentalmente tecnologia desenvolvida fora do país. Em cana-de-açúcar a aplicação dessas tecnologias está bem mais atrasada, mesmo existindo um grande número de centros de pesquisa no Brasil focados nessa cultura. Um dos maiores gargalos nesse estudo é a transformação genética, que exige técnicas apuradas de cultura de tecido de plantas e de engenharia genética. É imprescindível para a obtenção de resultados finais confiáveis que se empregue um número satisfatório de eventos transgênicos independentes. A resposta (fenótipo) decorrente da integração e expressão de um só gene num genoma completo pode ser muito sutil, de forma que é altamente desejável que os eventos sejam homogêneos, com qualidade e vigor. O propósito do projeto PIPE fase 1 foi de criar uma empresa que executasse todo o serviço de transformação genética de plantas para terceiros, dentro do conceito bem-sucedido norte americano de Plant Transformation Facility: o cliente entrega seus genes de interesse e a empresa produz os eventos transgênicos requisitados. Esse tipo de prestação de serviço ainda não existia no Brasil. Para cumprir o propósito do projeto foi desenvolvido uma nova técnica em transformação genética de cana. Experimentos realizados na fase 1 indicam fortemente que a inovação é capaz de produzir cana transgênica com eficiência similar ou superior as técnicas já patenteadas por outras empresas. Para suprir a necrose celular causada pela agrobactéria durante os 3 dias de infecção e co-cultivo, ponto chave do processo, os calos foram protegidos do contato direto com o meio de cultura empregando telas metálicas de inox. A partir da invenção desenvolvida na fase 1, propomos os seguintes objetivos para a fase 2: 1) Atuar com uma Plant Transformation Facility em cana no Brasil e, 2) Produzir variedades transgênicas comerciais resistentes ao herbicida glifosato e insetos-pragas. O impacto do serviço Plant Transformation facility do projeto é de extrema importância para o melhoramento genético de cana no Brasil. Com ele é possível proporcionar uma grande redução do tempo na produção de plantas transgênicas, diminuição significativa no custo, e principalmente a produção de eventos com extremo vigor e homogeneidade. Esse conjunto de fatores certamente proporcionam uma melhoria na qualidade final de pesquisas em cana. É importante destacar também o potencial impacto no setor produtivo canavieiro com o cultivo de cana transgênica resistente a herbicidas e a insetos-pragas. Esse desenvolvimento está mais atrasado quando comparado às culturas de soja, milho e algodão, nas quais as plantas GM corresponderam a 93,4% da safra 2016/2017 (www.celeres.com.br/3o-levantamento-de-adocao-da-biotecnologia-agricola-no-brasil-safra-201617). Estão sendo empregados os genótipos comerciais mais relevantes no mercado licenciados junto a seus detentores dentro do projeto Embrapii com Embrapa Agroenergia e RIDESA. Os valores previstos de cobrança de royalties a partir do ano de 2023 apresentados nesse projeto apontam para uma alta fonte de receita. (AU)

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