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Depois do primeiro ‘drink’, não consigo parar! O efeito do álcool nos sistemas cerebrais de controle inibitório

Processo: 19/01686-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de setembro de 2019 - 31 de agosto de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Karina Possa Abrahão
Beneficiário:Karina Possa Abrahão
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Etanol  Consumo de bebidas alcoólicas  Sinapses  Cérebro  Atividade cerebral  Modelos animais 

Resumo

Décadas de estudos científicos coletaram dados sobre como o cérebro pode ser alterado após a exposição ao álcool (ou etanol). O desenvolvimento recente de tecnologias avançadas possibilitou o estudo dos efeitos do álcool em vias cerebrais específicas e associadas com as mais diversas funções fisiológicas. A falta de controle no consumo de etanol é uma das principais características do padrão binge de consumo de álcool e da recaída durante a abstinência. No entanto, ainda é pouco estudado como o etanol interfere com os sistemas cerebrais de controle inibitório. Portanto, neste projeto será testada a hipótese de que o próprio álcool altera a função dos sistemas neuronais de tomada de decisão e controle inibitório para afetar a habilidade de autocontrole do consumo da droga de abuso. Para tal, iremos estudar em detalhe o padrão (microestrutura) do consumo de etanol por camundongos C57Bl/J6 (bebedores naturais de altas quantidades de etanol) e Suíços (camundongos outbred para o estudo de variabilidade comportamental), machos e fêmeas, para compreender melhor as características do consumo descontrolado dessa droga. Além disso, estudaremos os efeitos fisiológicos do etanol na atividade sináptica de regiões cerebrais que fazem parte do sistema de controle inibitório: cortex e núcleo subtalâmico, núcleo subtalâmico e globo pálido; e globo pálido e estriado. Com o auxílio da técnica de transgênese Cre-Flox, utilizaremos a fotometria da atividade de Ca2+ (com auxílio da proteína GCaMP) para medir a atividade de botões sinápticos de vias específicas e a eletrofisiologia (patch clamp pareado à optogenética) para medir a atividade sináptica de cada uma das sinapses das regiões mencionadas acima. Por fim, utilizaremos a técnica de quimiogenética (DREADDs) para mimetizar artificialmente os efeitos do etanol observados nos experimentos de fotometria e eletrofisiologia em animais e, com isso, manipular a via específica do cérebro e observar a consequência comportamental em relação ao consumo de etanol com o protocolo estudado na primeira etapa desse projeto. As descobertas desse projeto irão permitir uma compreensão ampla sobre disfunções do sistema neural de tomada de decisão e do controle inibitório, o que contribuirá no desenvolvimento de melhores intervenções para pacientes com problemas associados ao consumo abusivo de etanol e também compreender melhor as vias cerebrais associadas a outras doenças neurológicas e psiquiátricas. (AU)