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Compreendendo florestas restauradas para o benefício das pessoas e da natureza - NewFor

Processo: 18/18416-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de agosto de 2019 - 31 de julho de 2023
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal - Conservação da Natureza
Convênio/Acordo: Organização Holandesa para a Pesquisa Científica (NWO)
Pesquisador responsável:Pedro Henrique Santin Brancalion
Beneficiário:Pedro Henrique Santin Brancalion
Pesq. responsável no exterior: Franciscus Johannes Jozef Maria Bongers
Instituição no exterior: Wageningen University & Research, Holanda
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Pesquisadores principais:Lourens Poorter ; Marielos Peña Claros ; Paulo Guilherme Molin ; Ricardo Ribeiro Rodrigues
Pesq. associados: ana catarina conte jakovac ; Carl Salk ; Carla Morsello ; Carlos Alberto Silva ; Danilo Roberti Alves de Almeida ; Debora Cristina Rother ; Eben North Broadbent ; Edson José Vidal da Silva ; Edson Luis Santiami ; Gerd Sparovek ; Hans ter Steege ; Jean Paul Walter Metzger ; Joannes Guillemot ; Leandro Reverberi Tambosi ; Ludmila Pugliese de Siqueira ; Marisa de Cassia Piccolo ; Miguel Cooper ; Natalia Macedo Ivanauskas ; Rafael Barreiro Chaves ; Renato Augusto Ferreira de Lima ; Renato Crouzeilles Pereira Rocha ; Ricardo Augusto Gorne Viani ; Ricardo Gomes César ; Robin Lee Chazdon ; Silvio Frosini de Barros Ferraz ; Simone Aparecida Vieira ; Victoria Gutierrez ; Vinicius Castro Souza
Assunto(s):Ecologia florestal  Ecologia da paisagem  Restauração florestal  Conservação da biodiversidade  Serviços ambientais  Mata Atlântica 

Resumo

Os métodos, políticas e instrumentos legais e de mercado de apoio à restauração têm se desenvolvido de forma a promover a restauração em larga escala da Mata Atlântica. Mas uma nova abordagem de restauração se faz necessária para mudar a escala desta atividade de poucos milhares a milhões de hectares. Este projeto objetiva explorar o potencial das florestas restauradas (i.e. florestas novas) em trazer benefícios às pessoas e à natureza no hotspot da Mata Atlântica. Nós consideraremos todas as florestas novas, incluindo plantios de restauração, regeneração natural e agroflorestas, mas não monocultivos de espécies exóticas. Integraremos inventários em escala de parcela a levantamentos em nível de paisagem, adicionando funções ecológicas, serviços ambientais e percepções humanas. Por meio de cinco objetivos interligados, nós 1) determinaremos os atributos das florestas novas e seus determinantes de regeneração e desmatamento ao longo das principais ecoregiões do estado de São Paulo, 2) avaliaremos a estrutura e diversidade das florestas restauradas, e 3) funções ecológicas chave com base em atributos funcionais, que permitirão 4) estimar o potencial das florestas novas em prover serviços ecossistêmicos, por meio da conservação da biodiversidade, mitigação das mudanças climáticas, provisão de serviços hidrológicos, produção agrícola e geração de produtos florestais, e 5) desenvolveremos novos instrumentos de políticas públicas e de mercado para promover as florestas novas na era de compromissos ambiciosos de restauração e demandas crescentes da sociedade por serviços ambientais. Nós combinaremos avaliações de campo da estrutura, diversidade e funções das florestas novas com avanços tecnológicos recentes baseados no uso de imagens de satélite de alta resolução, algoritmos potentes para explorar a dinâmica de uso do solo, ciência participativa, sensores Lidar e hiperespectral, e drones para estudar, mapear e manejar as florestas restauradas. Por meio de uma colaboração estreita com ONGs, empresas e governos, nosso projeto de pesquisa irá prover a base de informação necessária para difundir conhecimentos básicos sobre a estrutura, funções e potenciais serviços das florestas novas ao longo de um amplo grupo de stakeholders, incluindo proprietários rurais, empresas e formuladores de políticas públicas. Nossos resultados irão apoiar tanto orientações para uma restauração efetiva e orientada por objetivos, como também visões alternativas de desenvolvimento baseadas na compreensão de sinergias e trade-offs entre as várias funções das paisagens e, assim, da sustentabilidade futura da Mata Atlântica. (AU)