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Cogumelos da Mata Atlântica: diversidade e potencialidades de espécies comestíveis

Resumo

Popularmente conhecidos como cogumelos, os fungos macroscópicos representam cerca de 22 mil espécies de importância ecológica, econômica e medicinal, incluindo várias espécies comestíveis e também consideradas como alimentos funcionais devido ao seu valor nutricional e pelos benefícios que proporcionam à saúde humana. Apesar da grande diversidade de macrofungos, o cultivo e a comercialização de cogumelos comestíveis no Brasil, embora crescente na última década, chegando a 1.062 toneladas de cogumelos por mês, ainda está restrito à utilização de isolados provenientes de países de clima temperado e limitado a poucas espécies. O uso de isolados não adaptados às nossas condições climáticas resulta em um alto custo na produção para a manutenção de temperaturas baixas durante o cultivo. Além dos registros históricos do uso de cogumelos como alimento por populações indígenas da Amazônia, pouco se sabe sobre a ocorrência de cogumelos comestíveis em áreas de Mata Atlântica. O conhecimento de espécies de cogumelos silvestres podem apresentar-se bastante promissor para estudos de diversidade e cultivo, visando uma futura inserção no mercado nacional de cogumelos comestíveis. Nesse sentido, o presente projeto visa conhecer os cogumelos comestíveis e espécies relacionadas de ocorrência em áreas de Mata Atlântica e estudar suas potencialidades de cultivo. Para isso, serão realizadas coletas de espécies sabidamente comestíveis em áreas de Mata Atlântica do estado de São Paulo. Após a identificação taxonômica por meio de características morfológicas e moleculares, os cogumelos serão isolados em meio de cultura para avaliação dos principais parâmetros importantes para o cultivo comercial de cogumelos, como: velocidade de crescimento micelial, atividade enzimática, capacidade de adaptação ao substrato de cultivo, potencial de cultivo e composição nutricional. A pesquisa sobre o potencial de cultivo de cogumelos silvestres pode contribuir para o conhecimento da diversidade de macrofungos no país e levar à descoberta de isolados com maior produtividade e mais adaptados às condições locais. (AU)

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Publicações científicas (4)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
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