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Estratégias para superar a subutilização da diálise peritoneal como opção de terapia renal substitutiva crônica

Processo: 19/02116-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas
Vigência: 01 de setembro de 2019 - 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Convênio/Acordo: CNPq - PPSUS
Pesquisador responsável:Daniela Ponce
Beneficiário:Daniela Ponce
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Instituição parceira: Hospital Estadual Bauru
Pesq. associados:Jacqueline Costa Teixeira Caramori ; Pasqual Barretti
Assunto(s):Nefrologia  Diálise peritoneal  Insuficiência renal crônica  Diálise renal 

Resumo

A prevalência de pacientes em diálise no Brasil aumentou nos últimos anos, tendo dobrado na última década e se tornou um grande problema de saúde pública. A diálise peritoneal (DP) é importante opção de tratamento para pacientes com doença renal crônica (DRC) em estágio final e que requerem terapia renal substitutiva (TRS), uma vez que oferece aos pacientes a conveniência do tratamento domiciliar e a percepção aumentada da liberdade, com consequente melhor qualidade de vida. No entanto, a porcentagem de pacientes tratados com DP ainda é baixa, variando de 4 a 11% na Europa e EUA. No Brasil, segundo o Censo de Diálise da Sociedade Brasileira de Nefrologia de 2016, apenas 8,1% dos pacientes em diálise são tratados por DP, o que corrobora para a escassez nacional de vagas para hemodiálise (HD). E como explicar esta baixa penetração da DP, uma vez que os resultados clínicos obtidos com DP mostram que a sobrevida dos pacientes é até melhor que a obtida com HD nos primeiros anos de programa? Este projeto analisa as várias razões para a subutilização da DP no Brasil e propõe a implantação de estratégias para superar sua subutilização, por meio do desenvolvimento de cinco subprojetos que envolvem desde o cuidado integral do portador com DRC na atenção básica, com ênfase para a referência precoce ao especialista, possibilitando a oportunidade de otimizar medidas para atenuar a progressão da DRC e a escolha adequada da modalidade de TRS de início planejado; a implantação de DP de início urgente e não planejado; até a criação de centro de referência em DP no município de Bauru, que terá como missão a capacitação dos profissionais de saúde de todo país para a realização da DP planejada e não planejada em pacientes incidentes em TRS, incluindo aqueles frágeis e dependentes. (AU)