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Ocupar e resistir: movimentos de ocupação de escolas no Brasil (2015-2016)

Processo: 19/08645-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de agosto de 2019 - 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política
Pesquisador responsável:Rúrion Soares Melo
Beneficiário:Rúrion Soares Melo
Instituição-sede: Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/11611-3 - Esfera pública e reconstrução: sobre a constituição de um paradigma reconstrutivo no campo da Teoria Crítica, AP.TEM
Assunto(s):Movimentos sociais  Desobediência civil  Sociedade civil  Cultura política  Esfera pública  Ocupações  Livros  Publicações de divulgação científica 

Resumo

No final do ano de 2015, estudantes secundaristas tornaram-se tema dos mais diferentes meios de comunicação. O motivo: ocuparam por todo o estado de São Paulo mais de 200 escolas públicas para barrar o projeto que ficou conhecido como "a reorganização" das escolas. E o movimento não permaneceu em São Paulo. Quase 30 escolas foram ocupadas, tanto em Goiás quanto em Mato Grosso, cerca de 60 no Espírito Santo, quase 70 no Ceará, cerca de 80 no Rio de Janeiro e cerca de 150, tanto em Minas Gerais quanto no Rio Grande do Sul, tendo cada estado apresentado sua pauta de reivindicações próprias. O pico desse movimento em um único estado foram as quase 850 ocupações de colégios estaduais no Paraná, o que pode ser considerado o segundo maior movimento de ocupação de escolas que ocorreu no mundo.Diante desse movimento sem precedentes, as ocupações secundaristas foram tematizadas em diversos debates, análises, artigos científicos e jornalísticos, em livros, sem contar a alta audiência sobre o assunto nas redes sociais online, tonando-se quase que imediatamente um assunto não só conhecido, mas também muito discutido em diferentes meios. O livro Ocupar e Resistir: movimentos de ocupação de escolas pelo Brasil (2015-2016) pretende trazer o tema das ocupações para outro patamar de discussão, jogando luz em aspectos até agora não trabalhados, de modo organizado, em um único volume.Além disso, concebido a partir do sucesso editorial do livro Escolas de Luta (Veneta,2016), Ocupar e Resistir é, até o momento, a única obra sobre o tema que abarcará todos os principais movimentos de ocupação de escolas públicas, atingindo interesses bastante amplos. O livro é uma contribuição ímpar para o debate público de maneira geral e para as pesquisas sobre movimentos sociais, protestos, educação, escola pública e juventude no Brasil. Além da abrangência territorial, o livro possui outro diferencial: alguns capítulos trazem contextualizações históricas e temas transversais comparativos, importantíssimos para aqueles que pretendem compreender esse gigantesco movimento. Temas como gênero e as disputas judiciais em torno das reintegrações de posse integram esses capítulos, o que amplia ainda mais o público, abarcando os estudos feministas e de gênero, bem como juristas e operadores do direito interessados nestes conflitos. O livro é resultado de quase dois anos de trabalho dos três organizadores - todos pesquisadores do CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) - e dos autores e autoras convidados - pesquisadores e professores doutores reconhecidos em sua área, de algumas das principais universidades brasileiras, vindos de oito estados diferentes do país. (AU)