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XXXIX colóquio do comitê brasileiro de História da Arte - inquietações e estratégias da História da Arte

Processo: 19/14308-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Organização de Reunião Científica
Vigência: 29 de outubro de 2019 - 02 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Fundamentos e Crítica das Artes
Pesquisador responsável:Maria de Fátima Morethy Couto
Beneficiário:Maria de Fátima Morethy Couto
Instituição-sede: Instituto de Artes (IA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Arte brasileira  História da arte 

Resumo

A História da Arte, dentro do contexto nacional e internacional, tem enfrentado nos últimos anos grandes desafios de ordem epistemológica e hermenêutica, que se expressam tanto em seus aspectos intrínsecos de investigação, quanto nas suas posturas políticas diante das transformações e questionamentos de seus princípios, objetos e modos de atuação. Como consequência de posturas pós-coloniais e frente aos rumos de uma história da arte global, os historiadores da arte brasileiros ainda enfrentam outros desafios quanto à possibilidade ou não de um pensar arte de modo autônomo e particular. Diante de tal panorama, o Comitê Brasileiro de História da Arte propõe como tema de seu colóquio evidenciar as Inquietações e Estratégias da História da Arte, entendendo que as inquietações voltam-se prioritariamente ao âmago investigativo das pesquisas em si, da necessidade de refletir sobre os caminhos, as dúvidas, os métodos, os resultados, especialmente realizados no Brasil, e a necessidade de socializar e compartilhar tais inquietações com outros interlocutores. Por outro lado, surgem também inquietações frente ao contexto social, cultural, econômico e político (local e internacional) que exigem uma tomada de posição por parte do historiador da arte, que deve ser, mais que reativo, estratégico. Diante do combate e questionamento da própria natureza do que seja a História, a Arte, e as instituições que as amparam e seus agentes, como a universidade e o museu, interroga-se quais posturas devem ser adotadas perante o ensino e a formação de novos pesquisadores, a defesa da liberdade de escolha de temas e métodos para além das tradicionais posturas teóricas e historiográficas, a diversidade dos vínculos possíveis às instituições, os limites na divulgação de investigações, críticas e curadorias, o enfrentamento à escassez dos recursos de apoio e financiamento à pesquisa, em suma, a própria sobrevivência do campo disciplinar da História da Arte. (AU)