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Validação de sistema de telemedicina de baixo custo para o Sistema Único de Saúde

Processo: 19/03996-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas
Vigência: 01 de setembro de 2019 - 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Convênio/Acordo: CNPq - PPSUS
Pesquisador responsável:João Pereira Leite
Beneficiário:João Pereira Leite
Instituição-sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (HCMRP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados: Maisa Cabete Pereira Salvetti ; Octávio Marques Pontes-Neto
Assunto(s):Telemedicina  Acidente vascular cerebral  Sistemas computadorizados de registros médicos  Registros eletrônicos de saúde  Sistema Único de Saúde  Brasil 

Resumo

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma doença prevalente e incapacitante, cujo atendimento no Brasil é insuficiente e concentrado em poucos centros de alta complexidade. Dentre os tipos de AVC, 80 a 85% são de etiologia isquêmica, e o único tratamento atualmente disponível na fase hiperaguda do AVC isquêmico com comprovado impacto no desfecho funcional é o uso de trombolítico endovenoso em até 4,5 horas do início dos sintomas.Com a publicação das Portarias No664 e 665 GM/MS, ambas de 12 de Abril de 2012, o Ministério da Saúde aprovou um Protocolo Clínico com Diretrizes Terapêuticas para Trombólise no Acidente Vascular Cerebral (AVC) Isquêmico agudo e a Linha de Cuidados ao paciente com AVC, associada ao respectivo incentivo financeiro para fomentar sua instalação dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Em seu artigo 5o, parágrafo V, a Portaria No665 define também que um centro de referência para o atendimento ao paciente com AVC deve "fornecer cobertura de atendimento neurológico, disponível em até trinta minutos da admissão do paciente (através de plantão presencial ou sobreaviso à distância ou suporte neurológico especializado por meio da telemedicina)". Entretanto, a experiência com o uso de telemedicina para AVC no Brasil é escassa, tendo poucas evidências científicas no nosso país, além de ainda não ter sido adequadamente testada no contexto do SUS. Atualmente, um dos desafios para implantação de sistemas de telemedicina é o alto custo de instalação e manutenção de equipamentos de teleconferência e transmissão de imagens radiológicas. Pensando nesta dificuldade, foi iniciada uma parceria acadêmica entre a equipe de neurologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) e engenheiros e tecnólogos em informática, que desenvolveu um sistema de telemedicina que realiza a videoconferência e o registro eletrônico do atendimento utilizando equipamentos de informática de baixo custo, baseado em diretrizes nacionais para sistemas de informação em saúde e protocolos padronizados para o atendimento do AVC agudo. O objetivo do presente projeto é validar o uso deste sistema em rede de telemedicina regional, interligando hospitais de nível secundário com a equipe do HCFMRP para suporte no atendimento do Acidente Vascular Cerebral Agudo, direcionando o diagnóstico e tratamento em locais sem suporte neurológico presencial. Os desfechos avaliados serão: 1)segurança do registro das informaçõese2) qualidade da videoconferência;3) acurácia diagnóstica para AVC isquêmico ou hemorrágico; 4) taxa de utilização de trombólise endovenosa para AVC isquêmico; 5) mortalidade e independência funcional (avaliada por examinador cego por meio de entrevista telefônica utilizando a escala modificada de Rankin) em 90 dias após o atendimento. O sistema de telemedicina desenvolvido possibilitará o registro seguro dos atendimentos, a educação permanente das equipes e base de dados para pesquisas clínicas, contribuindo para a concretização desta e de outras redes de telemedicina brasileiras. (AU)