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Uma cooperação internacional para o desenvolvimento cibercartográfico inovativo: o projeto de intercâmbio e treinamento SPRINT

Processo: 19/08908-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2019 - 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Convênio/Acordo: Carleton University
Proposta de Mobilidade: SPRINT - Projetos de pesquisa - Mobilidade
Pesquisador responsável:Reinaldo Paul Pérez Machado
Beneficiário:Reinaldo Paul Pérez Machado
Pesq. responsável no exterior: D R Fraser Taylor
Instituição no exterior: Carleton University, Canadá
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Pablo Luíz Maia Nepomuceno
Vinculado ao auxílio:17/26794-4 - Atlas Socioambiental dos Lençóis Maranhenses, AP.R
Assunto(s):Áreas de conservação  Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses  Comunidades locais  Conflito social  Mapeamento geográfico  Geoprocessamento 

Resumo

Os Lençóis Maranhenses têm chamado à atenção, desde muito tempo atrás, por ser uma região de extremos contrastes, não apenas desde o ponto de vista físico geográfico e climático, se não também pelas grandes contradições e conflitos sociais que ali se manifestam. Grande parte do território foi declarada oficialmente como Parque Nacional em 02 de junho de 1981 (BRASIL, 1981), embora a Região dos Lençóis e Pequenos Lençóis se estendem além da área protegida pelo Parque Nacional (TSUJI, 2002). Comunidades estabelecidas dentro do Parque Nacional são abastecidas com eletricidade enquanto outras separadas por curtas distâncias carecem deste recurso, mesmo estando localizadas dentro do perímetro oficial (VIEIRA DE SOUZA, 2007). As consequências destas manifestações de injustiça espacial chegam a ser terríveis: graves problemas de saúde, sérios conflitos entre as atividades turísticas e os modos tradicionais de produção, entre outros.A região carece de um estudo multidisciplinar organizado na forma de atlas, embora seja popular e muito atrativa dede o ponto de vista turístico. Por esse motivo pretende-se elaborar o protótipo do Atlas Socioambiental dos Lençóis Maranhenses, na sua completude, para numa etapa posterior, proceder a sua publicação digital e em papel. O atlas deverá ter em torno de 200 páginas, e inicialmente, temos estabelecido 13 seções. Pelo seu conteúdo temático e territorial especifico este atlas pode-se classificar dentro da categoria dos atlas regionais especiais (SALITCHEV, 1979).Por tanto o Atlas proposto focará não apenas no Parque Nacional como também no seu entorno. Assim, pretendemos estudar todo o espaço geográfico, as várias categorias de uso da terra e as formas de ocupação pela sociedade como um todo, com ênfase nas comunidades que habitam a região. Nesta localidade se manifesta um ambiente hostil, não apenas pelo solo arenoso, mas também porque toda a região é muito baixa e qualquer variação climática irá produzir grandes alterações. Contudo, as pessoas que moram ali se têm arranjado para produzir e se sustentar. A pesca e coleta de frutas, fibras e outros produtos naturais estão entre as atividades que eles praticam. Muitos se dedicam à criação de pequenos rebanhos de ovinos, caprinos e bovinos, ou trabalham pequenas parcelas de terreno, assim como à produção de artesanatos e às diferentes atividades relacionadas direta ou indiretamente ao turismo. Portanto, entendemos que o uso de geotecnologias conjugadas com um enfoque multidisciplinar e combinado com a utilização da metodologia denominada Cibercartografia - Cybercatography - (TAYLOR, 2005) ajudará a entender os fluxos e usos nesta região, contribuindo assim a melhorar a qualidade de vida das comunidades locais. O objetivo principal será divulgar o trabalho e a metodologia proposta, incorporar e incentivar a participação não apenas do setor acadêmico-científico, mas também dos gestores e da população local, em especial aqueles que moram dentro dos Lençóis Maranhenses e em sua área de influência. Assim, esta pesquisa, de cunho metodológico, poderá ser aplicada em outros lugares do Brasil onde existam conflitos socioambientais equivalentes, por exemplo, em populações indígenas, comunidades quilombolas, caiçaras e outras. (AU)